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SÃO PAULO – O dólar comercial opera no campo negativo e é cotado a R$ 1,5850 na venda, queda de 0,69%. Nesta quinta-feira (2), o mercado de câmbio mais uma vez fica de olho nos EUA, repercutindo o número de pedidos de auxílio desemprego e aguardando com expectativa os indicadores da próxima sessão.
Com a variação desta quinta-feira, a moeda norte-americana registra uma desvalorização de 4,87% desde o início do ano. Ademais, segundo os consultores da LCA, a tendência para o mercado de câmbio nesta sessão é de queda, com o “recuo do dólar no mercado internacional e do aumento da posição vendida dos estrangeiros no mercado futuro na virada do mês”.
Cenário interno e câmbio no exterior
No âmbito interno, os investidores deverão ficar atentos às atuações do Banco Central no mercado de câmbio e também aos movimentos da divisa norte-americana frente a outras moedas nos mercados internacionais.
Há poucos instantes, o a divisa norte-americana perdia terreno na comparação com as principais moedas. O euro registrava avanço de 0,89%, cotado a US$ 1,4449, e a libra subia 0,17%, cotada a US$ 1,6352. De modo semelhante, o dólar perde terreno na comparação com o iene, cotado a ¥ 80,76, baixa de 0,12%.
Mercado de trabalho dos EUA decepciona
Mais cedo, foi divulgado pelo Departamento de Trabalho dos EUA o resultado da última semana do Initial Claims, que marcou 422 mil novos pedidos de auxílio desemprego nos período.
O dado decepcionou os analistas, que esperavam uma queda maior do número de pedidos de novos auxílios, para 413 mil solicitações. Como comparação, na semana anterior, o índice havia registrado 428 mil pedidos.
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Economia dos EUA e risco
Após este indicador, cresce a expectativa dos analistas em torno dos indicadores que serão divulgados na próxima sessão. O mercado de trabalho tem sido considerado, por economistas e também por autoridades, um dos pontos mais críticos no contexto de recuperação econômica dos EUA, e este novo indicador, aliado ao ADP Employment da véspera, piora a percepção dos investidores quanto ao risco.
Outro fator que também deixa os investidores apreensivos é a crise fiscal na Europa. A situação dos países periféricos do velho continente segue no radar dos investidores e também contribui para aumentar a percepção de risco nos mercados internacionais.