Resumo Semanal

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SÃO PAULO – Em uma semana volátil, marcada pelas altas e baixas do mercado brasileiro, o Ibovespa encerrou o período de 30 de maio a 3 de junho praticamente estável, com uma tímida alta de 0,07%, encerrando o pregão desta sexta-feira (3) aos 64.340 pontos.

A Brookfield subiu forte na semana, liderando a lista de maiores altas do índice. As ações encerraram a sessão cotadas a R$ 8,80, valorização de 6,15%.

Por outro lado, a semana foi desfavorável para os papéis da Telemar, que perderam 5,09% de seu valor, encerrando o período cotados a R$ 31,68.

Petro e Vale
Devolvendo parte dos ganhos acumulados na semana anterior, as ações de Petrobras e Vale foram duramente penalizadas. As ações ordinária e preferencial da petrolífera recuaram 3,52% e 2,10%, respectivamente. A estatal divulgou seus investimentos para o ano. José Sérgio Gabrielli, presidente da empresa, afirmou que o volume previsto para investimentos da estatal em 2011 está mantido em R$ 93 bilhões, valor que pode oscilar 10% para cima ou para baixo.

As ações ON e PNA da Vale tiveram queda de 1,83% e 1,02%, nesta ordem. Guilherme Cavalcanti, diretor executivo de finanças da empresa, afirmou na semana que a mudança na presidência da empresa causou oscilações em suas ações, mas ele ressaltou que Murilo Ferreira é competente e conhece a empresa, por isso os riscos devem começar a diminuir a percepção do investidor melhorará.

Cenário grego começa a se definir
Na Europa, o foco continua sendo a Grécia e a crise fiscal que assola o país. As negociações, cotudo, começam a delinear um possível desfecho para a situação da dívida soberana e um pacote de resgate.

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A semana começou com um forte golpe no mercado, sob os rumores de que a Grécia poderia não receber a próxima parcela de ajuda prevista no resgate de 2010, da União Europeia e do FMI pelo não atingimento das metas fiscais estabelecidas. A tensão aumentou quando a Moody’s reduziu o rating para a dívida soberana da Grécia de B1 para Caa1, mantendo a perspectiva negativa para a nota.

Já na quinta-feira, a nebulosidade começou a diminuir, quando um oficial de alto escalão do governo afirmou que já há consenso da necessidade de um plano de austeridade mais profundo. Atenas sinalizou um corte de € 6,4 bilhões para o déficit orçamentário e parece estar disposta a resgatar as relações com os credores, disse o oficial à Reuters.

Por fim, na sexta-feira, o governo anunciou que chegou a um acordo com o BCE e o FMI para que o país receba a quinta parcela do resgate de € 110 bilhões e ainda abriu caminho para nova rodada de auxílio ainda neste mês. Isso permitiu o leve avanço dos índices acionários europeus no dia.

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FMI em foco
A definição do sucessor no comando do FMI ainda tem seus desdobramentos. No início da semana, o ministro da Fazendo, Guido Mantega, afirmou que está “preocupado” com o futuro do FMI. Para Mantega, a atenção para os países emergentes é um dos pontos que deve ganhar destaque nessa nova fase do Fundo, pois isso permite maior eficiência para enfrentar problemas da economia global.

PIB no Brasil avança no 1º tri
A referência mais aguardada no fron doméstico foi o PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre, que registrou um avanço de 1,3% na comparação com o último trimestre do ano passado. Na comparação com o primeiro trimestre de 2010, o indicador registrou crescimento de 4,2%.

Para Mantega, o resultado mostra que as medidas adotadas para combater a inflação já estão surtindo efeitos, mas não devem impedir a manutenção do emprego e da renda. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, acredita que o Brasil está entrando em um ciclo de crescimento sustentável.

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Japão
A agência de classificação de risco Moody’s colocou o rating soberano do Japão em revisão para possível corte, em reflexo à perspectiva desfavorável para crescimento econômico e dificuldades por parte da política econômica em cortar o déficit.

Agenda doméstica na semana
No Brasil, novamente a inflação ganhou o foco do mercado. No início da semana a FGV divulgou o resultado de maio do IGP-M, que registrou taxa de 0,43% no período, variação 0,02 ponto percentual menor que a registrada em abril.

O tradicional relatório Focus, do Banco Central, foi marcado pela quarta semana consecutiva de redução na projeção para o resultado anual do IPCA, que agora é de 6,23%. O BC ainda divulgou sua Nota de Política Monetária, registrando que o volume total de crédito do sistema financeiro nacional alcançou R$ 1,776 trilhão em abril deste ano, o que representa um crescimento de 1,3% em relação ao apurado em março.

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Na terça-feira, saiu a Nota de Política Fiscal do Banco Central, mostrando que o setor público brasileiro apresentou um superávit primário de R$ 18,053 bilhões durante o mês de abril.

O setor industrial também ganhou destaque nessa sessão. A produção industrial brasileira teve queda de 2,1% entre março e abril, segundo a Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física, divulgada pelo IBGE. Já a FGV mostrou que a confiança da indústria caiu 1,2% na passagem de abril para maio, com o ICI passando de 111,2 pontos para 109,9 pontos, considerando-se dados com ajuste sazonal.

A instituição também revelou o resultado da última semana de maio do IPC-S, que registrou taxa de 0,51%, 0,45 ponto percentual menor que a registrada na semana imediatamente anterior.

Na quinta-feira, a Fipe divulgou o resultado de maio do seu IPC-Fipe, que marcou inflação de 0,31% no período, taxa 0,39 ponto percentual menor do que a registrada na em abril.

Outro índice de preços divulgado nesta manhã foi o IPP, que registrou queda em abril com taxa de 0,34%, baixa de 0,04 ponto percentual na passagem mensal.

Referências externas
A agenda norte-americana começou na terça-feira e veio negativa, com o relatório da S&P apontando que os preços dos imóveis no país caíram 3,61% em março, na base de comparação anual, frente à previsão de queda de 3,40%.

Destaque também para o Chicago PMI, apontando que no mês de maio a atividade industrial na região de Chicago ficou aquém das expectativas, com 56,6 pontos contra 62,5 pontos projetados. Por fim, a confiança do consumidor também decepcionou, com 60,8 pontos conta a previsão de 66,3 pontos, também com referência ao mês de maio.

O Departamento de Comércio dos EUA revelou que os gastos com construção civil subiram 0,4% em abril, enquanto o mercado projetava recuo de 0,5% para o mês. Já o Institute for Supply Management mostrou que, em maio, o ISM Index, que mede o nível de atividade industrial, atingiu 53,5 pontos, enquanto as expectativas do mercado indicavam 57,6 pontos. Por fim, o ADP Employment Report mostrou que foram abertas 38 mil vagas no setor privado do país em maio, resultado muito inferior às expectativas de 170 mil vagas.

O Initial Claims, que mede o número de novos pedidos de auxílio desemprego, não agradou, ao apresentar 422 mil novos pedidos, desempenho pior que do que os 413 mil esperados por analistas. O Factory Orders também decepcionou ao recuar mais do que o esperado em abril. Por outro lado, a prévia da produtividade do trabalhador norte-americano no primeiro trimestre avançou 1,8%, enquanto as expectativas eram de alta de 1,6%.

Nos Estados Unidos, o indicador mais aguardado da semana foi o Relatório de Emprego, que decepcionou, levando o alerta em relação ao ritmo de recuperação da economia. O Employment Report apontou criação de 54 mil vagas de trabalho em maio, resultado bastante abaixo do projetado pelo mercado, cujas estimativas eram de 169 mil novos postos. Já a taxa de desemprego norte-americana subiu para 9,1% no mês passado, resultado que também veio pior que o esperado pelos analistas, que esperavam taxa de 9,0%.

Em contrapartida, ainda na maior economia mundial, também foi divulgado o ISM Services,que registrou 54,6 pontos na passagem de abril para maio, resultado acima às projeções dos analistas, que indicavam para 53,3 pontos.

Câmbio e renda fixa
A moeda norte-americana fechou cotada na venda a R$ 1,576, desvalorização de 1,56% na passagem semanal.

No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os contratos fecharam perto da estabilidade, com leve viés de alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,34%, estável em relação ao fechamento da semana anterior.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 136,36% de seu valor de face, forte alta de 1,761% na semana.

Já o indicador de risco-País fechou a sexta-feira em 173 pontos-base, estável na passagem semanal.