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SÃO PAULO – O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, reconheceu nesta terça-feira (7) que a economia norte-americana deixou a desejar no início de 2011. Isso, contudo, não deve se repetir no segundo semestre – o que indica que o chairman do BC dos EUA não espera um double dip da maior economia do mundo.
Bernanke afirmou que os efeitos do terremoto e tsunami no Japão devem se dissipar na segunda metade do ano. Além disso, a expectativa é que os preços de gasolina mostrem mais “moderação” nos próximos meses, dando um maior espaço para um crescimento dos EUA. “A recuperação parece estar caminhando de forma moderada, ainda que seja desigual entre os setores e frustrantemente lenta”, afirmou.
Consumo
O presidente do Fed destacou que os gastos das famílias são a chave para determinar o ritmo de recuperação da economia daqui para frente. De um lado, a renda foi impulsionada por melhoras no mercado de trabalho no ano, reducao de impostos sobre a folha de pagamentos e menor endividamento.
Entretanto, as altas dos preços de alimentos e petróleo, as condições ainda ruins de crédito e quedas nos preços dos imóveis pesam, assim como a ainda elevada taxa de desemprego no país.
Mercado de trabalho
O consumo das famílias, por sua vez, depende de uma melhora mais consistente do mercado de trabalho – que, segundo Bernanke, vem perdendo momentum recentemente, e segue “longe de suas condições normais”.
Apesar disso, o chairman do Fed destacou que há sim sinais de uma recuperação gradual. “Espero que as contratações melhorem na segunda metade do ano, mas a situação exige monitoramento constante”, disse. “Os investimentos e as contratações no setor privado devem ser ajudados pela melhora constante nas condições de crédito”, afirmou.
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Entretanto, a construção civil segue com problemas em todos os segmentos. De acordo com Bernanke, as constrições de demanda no mercado imobiliário, combinadas aos grandes estoques, têm pressionado os preços dos imóveis. “O estado deprimido do mercado imobiliário é grande parte de porque a recuperação é menos vigorosa do que gostaríamos”, destacou.