Publicidade
SÃO PAULO – Em meio a preocupação dos investidores com a recuperação da economia norte-americana, o dólar comercial opera em alta de 0,25%, cotado a R$ 1,5820 na venda. O mercado também fica de olho na decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre o juro básico, que será divulgada no fim desta tarde.
Com a variação desta quarta-feira, a moeda norte-americana registra alta de 0,13% neste mês de junho, porém uma desvalorização de 5,05% desde o início do ano.
EUA
Na tarde da última terça-feira, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, declarou que a economia norte-americana não teve um bom desempenho no início de 2011, classificando a recuperação como “frustrantemente lenta”. A expectativa do presidente do Fed, entretanto, é que o desempenho econômico melhore no segundo semestre deste ano.
Além de comentar as perspectivas para a economia, Bernanke declarou que o aumento da inflação nos EUA é uma preocupação. Porém, por conta do ritmo moderado de recuperação da economia, a autoridade monetária norte-americana deverá continuar com uma política monetária acomodativa, com taxa básica de juro reduzida. Já o pacote de estímulo quantitativo denominado QE2 deverá ser encerrado em junho como era previsto.
Assim, a percepção de risco entre os investidores ganha força nesta sessão, com o mercado fazendo coro às declarações de Bernanke sobre o ritmo decepcionante da economia dos EUA. Na agenda desta sessão, o mercado deve ficar atento à divulgação do Livro Bege do Fed, relatório sobre a situação da economia norte-americana.
Copom deve elevar o juro básico
No Brasil, o principal destaque desta sessão fica por conta do fim da reunião do Copom. A expectativa do mercado é que o comitê decida promover uma elevação de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juro, que passaria de 12,00% para 12,25% ao ano. Ainda na agenda da data, o Banco Central divulga mais tarde dados sobre o fluxo cambial até a última sexta-feira.
Continua depois da publicidade
Caso seja confirmada a expectativa de elevação da taxa Selic nesta sessão, o real pode ganhar força na comparação com o dólar por conta do diferencial de juro brasileiro. A perspectiva é que os juros nos EUA e em outras economias desenvolvidas, como por exemplo na Europa, continuem em patamares reduzidos, o que aumenta a atratividade do investimento no Brasil por conta do elevado juro básico.