Com principais bolsas em alta, indicador de risco-País encerra em queda

Apesar das referências externas pessimistas, bolsas externas corrigem perdas recentes e afastam demanda por títulos

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou esta quinta-feira (9) em queda de cinco pontos, aos 171 pontos-base, refletindo o avanço registrado nas principais bolsas externas, o que diminui a procura dos investidores pela segurança dos títulos públicos. O noticiário do pregão, porém, trouxe referências adeversas neste dia.

A agência de classificação de risco Moody’s mostrou ceticismo sobre uma participação voluntária de investidores para uma eventual reestruturação da dívida externa grega. Segundo notícia da Bloomberg, o diretor geral de risco soberano da agência, Bart Oosterveld, deixou claro que um default da Grécia poderá trazer implicações para as notas de crédito de Portugal e Irlanda.

Agenda interna
Por aqui, a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), encerrada na última quarta-feira à noite, não surpreendeu o mercado e resultou em um aumento de 0,25% na taxa básica de juro, levando a Selic para 12,25% ao ano. Já o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mensal) revelou deflação de 0,09% na primeira prévia de junho, um valor 0,79 ponto percentual menor que aquele do mesmo período de maio.

Agenda Externa
Nos EUA, o nível dos estoques no atacado avançou 0,1 ponto percentual abaixo do esperado por analistas em abril, enquanto o déficit na balança comercial caiu de US$ 46,8 bilhões para US$ 43,7 bilhões entre março e abril, enquanto as projeções eram de déficit de US$ 48,7 bilhões. Já o número de pedidos de auxílio-desemprego foi 4 mil a mais do que o previsto na última semana.

Enquanto isso, na Europa, o BCE mais uma vez decidiu não alterar a taxa básica de juro na Zona do Euro, atualmente em 1,25% ao ano. No entanto, Trichet sinalizou para uma elevação na taxa básica de juro em julho, ao afirmar que o banco precisa manter “forte vigilância” em relação ao comportamento da inflação.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou na noite dessa quinta-feira em leve queda de 0,03%, cotado a 136,30 centavos de dólar. 

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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 171 pontos-base.

O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.