Dólar comercial opera em queda com mercado cauteloso com EUA e China

Na agenda norte-americana, investidores aguardam dados sobre o orçamento; balança na China decepciona analistas

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SÃO PAULO – O dólar comercial opera no campo negativo neste momento, cotado a R$ 1,5870 na venda, baixa de 0,13% na comparação com o último fechamento. Os investidores continuam cautelosos, preocupados com o rtimo de recuperação nos EUA e também repercutindo a balança comercial chinesa.

Apesar da variação desta sexta-feira, a moeda norte-americana registra alta de 0,44% neste mês de junho, porém uma desvalorização de 4,75% desde o início do ano.

Agenda do dia
Nesta sexta-feira (10), a agenda doméstica de indicadores econômicos é escassa, e nos EUA chamam a atenção dados sobre orçamento do governo norte-americano e os preços de produtos exportados e importados.

Às 15h00 desta tarde, horário de Brasília, o Deprtamento de Tesouro dos EUA vai divulgar os dados de maio do orçamento do governo. O indicador é bastante aguardado pelos investidores, e a expectativa do mercado é que no período, o deficit orçamentário norte-americano tenha sido de US$ 59 bilhões. Como comparação, em abril, foi registrado um saldo negativo de US$ 135,9 bilhões.

Ademais, mais cedo, foi divulgado que os preços dos produtos exportados pelos EUA – desconsiderando bens agrícolas – registraram avanço de 0,5% em maio, ao passo que os preços dos produtos importados – sem levar em conta o petróleo – avançaram 0,4%, no mesmo período de referência.

China decepciona
Outro dado que chama a atenção dos investidores nesta manhã é o resultado da balança comercial chinesa em maio, que registrou saldo de US$ 13,1 bilhões em maio, resultado inferior às expectativas do mercado.

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O destaque ficou por conta do aumento das importações, fato que gera temor entre os investidores por conta do impulso para a inflação e o contexto de aperto monetário na China.

Desta forma, a aversão ao risco entre os investidores estrangeiros continua elevada, com dúvidas sobre a recuperação econômica dos EUA – principalmente após os dados mais recentes sobre o mercado de trabalho, e ganha força com a perspectiva de novos apertos monetários na China e uma possível desaceleração do crescimento da economia no país asiático.