Dólar reverte queda da manhã, passa a subir e beira patamar de R$ 1,60

Aversão ao risco entre os investidores aumenta, principalmente por conta dos problemas com a Grécia e os EUA

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SÃO PAULO – O dólar comercial reverte a trajetória negativa do início desta sessão e neste momento registra alta de 0,69%, cotado a R$ 1,6000 na venda. A moeda norte-americana ganha força com o aumento da aversão ao risco entre os investidores, pressionados com os problemas na Grécia e de olho nos indicadores econômicos norte-americanos.

Nesta sexta-feira (10), a divisa norte-americana ganha espaço na comparação com outras moedas no exterior. Há poucos instantes, o euro registrava queda 1,01%, cotado US$ 1,4361, a libra recuava 0,73%, cotada a US$ 1,6248, e o dólar ganhava 0,10% na comparação com o franco suíço, cotado a 0,8418 franco.

A moeda europeia perde espaço nesta sessão por conta da crise fiscal. A necessidade de novos auxílios econômicos para a Grécia ganha força, mas a indefinição das autoridades sobre o que fazer e a possibilidade de reestruturação da dívida aumentam a aversão ao risco entre os investidores.

EUA também pressiona
O desempenho econômico dos EUA também pressiona os investidores. Os mais recentes indicadores do mercado de trabalho norte-americano mostraram números que decepcionaram os analistas, e a recuperação econômica do país é não agrada as autoridades e o mercado.

Na agenda norte-americana desta sessão, ganham destaques os dados sobre o orçamento do Governo, que serão divulgados pelo Departamento de Tesouro nesta tarde. A expectativa dos analistas é que o deficit federal dos EUA em maio tenha ficado em US$ 59 bilhões. Como comparação, em abril, o saldo negativo foi de US$ 135,9 bilhões.

Balança comercial na China
Completando o rol de fatores que ajudam a aumentar a aversão ao risco nesta sessão, aparecem os dados da balança comercial chinesa, divulgada na última noite. O superavit de US$ 13,1 bilhões em maio decepcionou os analistas, que esperavam um número maior. As importações chinesas continuam ganhando força, e a perspectiva de mais aperto monetário na China por conta desse fator não agrada os investidores.

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Dólar futuro na BM&F também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março é cotado a R$ 1.607, alta de 0,63% em relação ao fechamento de R$ 1.671 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, opera em alta de 0,56%, atingindo R$ 1.615 frente a R$ 1.681 do fechamento de segunda-feira.