Dólar comercial avança com aumento da percepção de risco entre os investidores

Impasse em relação a novo pacote de auxílio para a Grécia impulsiona moeda norte-americana; indicadores também são destaque

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SÃO PAULO – O dólar comercial opera em alta de 0,63%, cotado a R$ 1,5920 na venda. Nesta quarta-feira (15), a aversão ao risco voltou a ganhar força entre os investidores, preocupados com o impasse em relação ao novo pacote de auxílio econômico para a Grécia.

O mercado também fica de olho no câmbio no exterior e na extensa agenda de indicadores econômicos dos EUA. No âmbito doméstico o destaque fica por conta a divulgação do fluxo cambial até a última sexta-feira, às 12h30.

Com a variação desta quarta-feira, a moeda norte-americana registra alta de 0,76% neste mês de junho, porém uma desvalorização de 4,45% desde o início do ano. 

Grécia volta ao foco
Os problemas econômicos na Europa voltaram ao foco dos investidores por conta do impasse sobre o novo pacote de auxílio econômico para a Grécia. A Alemanha e outros países da Zona do Euro defendem a participação dos credores privados da dívida grega no novo pacote. Já o BCE (Banco Central Europeu) argumenta que a participação compulsória do setor privado num novo auxílio consistiria num “default” da Grécia.

Em meio a esse cenário, a aversão ao risco volta a ganhar força nos mercados e impulsiona a divisa norte-americana nesta sessão. Assim, o dólar ganha terreno frente a outras moedas no exterior. Há poucos instantes, o euro era cotado a US$ 1,4281, queda de 1,1%, enquanto a libra era cotada a US$ 1,6247, baixa de 0,78%.

Ao mesmo tempo, na comparação com o franco suíço, o dólar registra alta de 0,64%, cotado a 0,8507 francos, e na comparação com o iene, a moeda norte-americana avança 0,37%, cotada a ¥ 80,80.

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Indicadores dos EUA
A agenda desta sessão também traz diversos indicadores econômicos dos EUA, com destaque para a inflação ao consumidor em maio, que superou as expectativas dos analistas ao registrar taxa de 0,2%, 0,1 ponto percentual maior que as projeções.

Outro indicador norte-americano que ganha destaque nesta sessão é o de atividade industrial no estado de Nova York, que decepcionou os analistas ao registrar -7,8 pontos em junho, ante expectativa de 10,0 pontos.

Por fim, também foram divulgados nos EUA dados sobre a produção industrial e utilização da capacidade em maio, que registraram resultado abaixo das estimativas do mercado ao marcar taxa de 0,1% e 76,7%, pela ordem.

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No Brasil, o principal destaque da agenda deve ficar por conta do fluxo cambial, que será divulgado pelo Banco Central por volta de 12h30.