Forte alta do dólar e indicadores dos EUA levam petróleo a cair forte

Queda foi de 4,59% em Nova York, enquanto desvalorização foi de 1,89% em Londres; situação grega aumenta percepção de risco

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SÃO PAULO – Os principais contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta quarta-feira (15) – tanto em Londres quanto em Nova York – refletindo a forte alta do dólar frente as principais divisas mundiais, fruto do aumento de percepção de risco nos mercados globais devido às incertezas sobre a Grécia. Além disso, a agenda também contou com a divulgação de vários indicadores norte-americanos, com destaque para inflação e produção industrial. 

Com isso, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 117,10 no pregão desta data, queda de 1,89% em relação ao último fechamento. Já nos EUA, o contrato com vencimento em julho, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 94,81 por barril, configurando um recuo de 4,59% frente ao fechamento anterior. 

Uma valorização da moeda norte-americana geralmente se traduz em pressão de queda sobre os preços do petróleo, tanto pela compensação cambial, uma vez que os preços das matérias-primas são expressos na divisa, quanto pela movimentação dos investidores, que tendem a elevar sua exposição neste mercado. 

Incertezas gregas levam dólar a decolar
O dólar foi pressionado pelo impasse entre os ministros das finanças da Zona do Euro e o BCE (Banco Central Europeu) a respeito da participação dos investidores privados em um novo pacote de ajuda para a Grécia, aumentando o grau de aversão ao risco. 

Assim, os investidores acabam vendo o dólar como um investimento mais seguro, contribuindo para que a moeda dos EUA mostrasse valorização perante as principais divisas do mundo, o que acaba por modificar os preços do petróleo – visto que estes são expressos nessa moeda. 

Agenda norte-americana
A agenda econômica norte-americana contou com o CPI (Consumer Price Index), que registrou inflação de 0,2% em maio, resultado acima das projeções do mercado, que apontavam para 0,1%. Já a produção industrial do país mostrou um avanço levemente abaixo do esperado no mesmo mês, enquanto que a produção industrial em Nova York marcou 7,8 pontos negativos. Por fim, a capacidade utilizada foi de 76,7%, em linhas com as projeções do mercado. 

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Outro indicador divulgado nessa data foram os estoques de petróleo no país, mostrando recuo de 3,4 milhões de barris, ou 0,9%, no período de 4 a 10 de junho e alcançando patamar de 365,6 milhões de barris.