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SÃO PAULO – O petróleo tem apresentado forte volatilidade em 2011. Após a forte disparada no começo do ano, repercutindo a tensão política instaurada nos países do Norte da África e no Oriente Médio, a commodity sofreu forte correção em maio e agora busca novas altas em junho. Analisando a conjuntura atual, o Goldman Sachs acredita que os preços do barril devam apresentar alta em 2012, repercutindo a expectativa de uma relação cada vez mais estreita entre a oferta e a demanda.
De acordo com David Greely e Stefan Wieler, analistas que assinam o relatório do banco, o crescimento da demanda pela matéria-prima deverá ser superior ao avanço da produção em países que não fazem parte da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), o que deverá fazer com que o mercado da commodity recorra aos estoques da commodity. Com a redução dos estoques, os preços do petróleo acabam ficando mais sensíveis aos eventos que ocorrerem no panorama global, visto o maior risco de não suprir a demanda em caso de qualquer distúrbio na oferta.
Para eles, é apenas uma questão de tempo até que isso esteja exaurido, fazendo com que os preços subam para restringir a demanda, visto que a relação oferta e demanda esta cada vez mais apertada, devendo chegar a níveis críticos em 2012.
Refinarias
Os analistas também lembram que as margens operacionais das refinarias têm mostrado evolução, largamente devido à fraqueza atual do petróleo WTI, negociado nos Estados Unidos. Porém, essas margens deverão ser pressionadas devido ao grande aumento de capacidade de refinamento na Ásia, avaliam Greely e Wieler.
Apesar disso, eles não veem as refinarias como um gargalo para o setor em 2012, mas sim as exploradoras. Assim, as refinarias devem ganhar um pouco de margem em relação às exploradoras, dada a criação de um momento em que os contratos futuros da commodity forem mais baratos que o preço da mesma à vista, concluem os analistas.