Resumo diário

...

Publicidade

SÃO PAULO – O Ibovespa teve um pregão muito instável nesta sexta-feira (17). O dia começou positivo para a bolsa, que acompanhou o noticiário otimista a respeito da Grécia, mas logo no início da tarde o índice perdeu fôlego e passou a operar em queda. O índice manteve essa volatilidade ao longo dio dia, ora operando em alta, ora em baixa. Por fim, o benchmark conseguiu fechar no campo positivo – variação de 0,28% – ficando nos 61.059 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,76 bilhões.

Na Europa, o mercado respondeu com alívio aos anúncios mais recentes em relação à Grécia. A suavização de tom da Alemanha no que se refere à inclusão de credores privados no processo de reestruturação da dívida Grega soou positivamente, permitindo o avanço dos principais índice acionários no velho continente. Porém, a dificuldade em aprovar medidas de austeridade continua sendo um empecilho. Nos Estados Unidos, apenas o Nasdaq fechou em queda.

Destaques do Pregão
As ações da BM&F Bovespa subiram 4,01% no dia, a maior alta do índice, fechando na sua máxima do intraday, de R$ 10,90. O UBS reiterou sua recomendação de compra para os papéis.

Ainda na ponta positiva, os papéis da OGX subiram 3,78%, também fechando na máxima do dia, de R$ 14,29. O Goldman Sachs acrdita na performance positiva das ações da empresa em 2011. Para os analistas do banco, o descolamento entre o preço do petróleo Brent e o desempenho das petrolíferas é uma boa oportunidade de ganhar com os papéis “favoritos na baixa”. A OGX é a única brasileira na seleta lista de top picks do banco no setor.

Por outro lado, a Braskem ostentou a posição de maior queda diária. No dia, a ação recuou 3,78%, fechando a R$ 21,65.

Após especulações sobre a divulgação do plano de investimentos da Petrobras, a estatal afirmou que o novo plano 2011-2015, apresentado para o Conselho de Administração da empresa, ainda não foi aprovado, já que o Conselho pediou mais esclarecimentos.

Continua depois da publicidade

A empresa também anunciou, pela manhã, a aquisição de 50% dos direitos em dois blocos na bacia costeira do Gabão, os quais abrangem uma área de 6.683 quilômetros quadrados e possuem uma profundidade em água que varia de águas rasas até 2.400 metros. Os papéis ON e PN da estatal recuaram 0,77% e 0,21%, respectivamente.

Agenda
Na agenda norte-americana, destaque para o Leading Indicators – relatório que compreende vários índices já divulgados -, que registrou variação positiva de 0,8% no mês de maio, segundo a Conference Board. O índice foi melhor do que as expectativas do mercado, que apontavam alta de 0,4%. Já a revisão final da confiança dos consumidores do país, medida pelo Michigan Sentiment, foi pior do que as expectativas do mercado em junho.

Por aqui, o IPC-Fipe registrou deflação de 0,08% na segunda semana de junho, valor 0,64 ponto percentual inferior que no mesmo período de maio. Do mesmo modo, o IGP-10  marcou deflação de 0,22% em junho, número 0,77 ponto percentual abaixo do observado em maio.

Continua depois da publicidade

Dólar
O dólar comercial registrou queda de 0,81% nesta sexta-feira, cotado a R$ 1,5950 na compra e R$ 1,5970 na venda, anulando os ganhos acumulados no restante da semana. O Banco Central do Brasil realizou um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 15h30 (horário de Brasília) e às 15h35 e teve uma taxa de corte aceita em R$ 1,5963.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta. O contrato de juros futuros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em julho de 2011, registrou uma taxa de 12,12%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve queda de 0,04% em relação ao fechamento anterior, a 136,26% do valor de face.

Continua depois da publicidade

Já o indicador de risco-País fechou estável, aos 176 pontos