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SÃO PAULO – O custo do seguro contra default da dívida soberana da Grécia no mercado de CDSs (Swaps de Default de Crédito) aumentou em 60 pontos-base nos últimos dias, sob o risco de uma reestruturação da dívida grega e o contágio para outros bancos da Zona do Euro. O cenário aponta para spreads ainda maiores dos CDS, diz o Barclays.
“Em nossa opinião, o spread do mercado de swap ainda não está precificando o risco”, afirma em relatório o analista Amrut Nashikkar. Ele compara os atuais patamares da taxa libor (taxa de juros cobrada pelos bancos londrinos) com os meses de maio e dezembro de 2010, dois momentos em que as preocupações com a Grécia e a Irlanda pressionaram a taxa e o spread dos CDSs de 1 ano, que foram negociados em cerca de 1.000 pontos base, ante a possibilidade de 20% de um default na Grécia.
Nos últimos dias, os CDS de 1 ano são negociados em aproximadamente 950 pontos-base, justificando a expectativa do Barclays de aumento dos preços dos títulos.
Exposição a bancos da periferia da Zona do Euro preocupa
O tamanho da exposição de bancos europeus à nações periféricas da Zona do Euro está implícita na taxa libor, e sua variação mostra que o mercado já a olha desfavoravelmente, segundo o Barclays. Muitas instituições continuam a manter títulos das economias da Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha.
Nos últimos dois trimestres, entretanto, os bancos da Europa, França, Alemanha e Reino Unido diminuiram sua exposição aos bancos de países periféricos da Zona do Euro.