MCM destaca pontos positivos de entrevista com Alexandre Tombini

Presidente do BC fez questão de mostrar que almeja centro da meta em 2012; investimento estrangeiro não é problema tão grave

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SÃO PAULO – A MCM comentou nesta segunda-feira (20) a entrevista do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, no último final de semana. Para a consultoria, os principais pontos destacados da conversa foram aquelas que mais chamam a atenção quando o assunto é economia brasileira: inflação, atividade econômica e entrada de recursos externos no País.

Para Tombini, a inflação corrente está em um nível consistente com a meta do BC, de 4,5%. Além disso, o presidente da instituição fez questão de ressaltar que o compromisso do BC é atingir o centro da meta em 2012. 

Incertezas na atividade econômica
Falando sobre a atividade econômica do Brasil, Tombini não entrou em detalhes e confirmou que ainda há uma série de incertezas. Contudo, ele acredita que deve haver uma desaceleração, de modo que a economia cresça em um ritmo mais moderado, ajudando na tarefa do BC de conter a inflação.

Outro ponto bastante importante foi uma possível formação de bolha bo País. O presidente do BC rechaçou totalmente essa hipótese e garantiu que o BC não permitirá que isso ocorra.

Prova disso, segundo ele, são as medidas macroprudenciais adotadas em dezembro de 2010, que reduziram o volume de algumas operações mais longas de crédito, que ofereciam riscos elevados aos bancos.  

Investimentos estrangeiros
Um tópico bastante abordado entre economistas e analistas é a arbitragem que se faz no mercado com os juros elevados, atraindo investimentos estrangeiros. Para Tombini, dados não respaldam essa afirmação.

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O presidente do BC disse que as medidas tomadas pelo Governo para conter esse fluxo de capitias já vêm surtindo efeito, com a redução do fluxo de divisas no segundo trimestre, em comparação com o anterior. “A redução do fluxo de divisas no segundo trimestre em relação ao primeiro reflete entre outros fatores as medidas adotadas pelo Governo para conter o fluxo de capitais, que na visão do presidente do BC aumenta a oferta de crédito e podem ensejar distorções na formação dos preços dos ativos”, coloca a MCM em seu relatório.