Dólar comercial consolida trajetória negativa; BC volta a intervir

Banco Central atuou no mercado futuro de câmbio nesta sessão; Grécia e indicadores norte-americanos são destaques

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SÃO PAULO – O dólar comercial segue operando no campo negativo e neste momento registra forte queda de 1,00%, cotado a R$ 1,5800 na venda. Nesta terça-feira (28), os investidores continuam focados na crise da Grécia, embora repercutam indicadores sobre a economia norte-americana e os movimentos do câmbio no exterior.

Na cena doméstica, o destaque fica por conta do leilão de swap cambial reverso, que o Banco Central promoveu nesta manhã, e da formação da taxa Ptax, com a proximidade do final do mês.

Banco Central intervém
O BC realizou entre 11h00 e 11h15 leilão de swap cambial reverso, operação que na prática consiste em uma compra de dólar no mercado futuro por parte da autoridade monetária.

Foi ofertado um total de US$ 1,243 bilhão, em um lote único, com os contratos vencendo no início de setembro. Foram vendidos 25 mil contratos, de uma oferta que contava com um total de 34 mil.

Também nesta sessão, com a iminência do fim deste mês, os investidores já começam a ficar atentos a formação da Ptax, taxa que serve como referência para a liquidação de contratos do mercado futuro de dólar.

Mercados internacionais
Nos mercados internacionais, a divisa norte-americana também perde terreno nesta sessão. Há poucos instantes, o euro era cotado a US$ 1,4365, alta de 0,58%, ao mesmo tempo em que a libra era cotada a US$ 1,6017, registrando valorização de 0,20%.

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O dólar também perde espaço frente ao iene, sendo cotado a ¥ 80,82, baixa de 0,09%. Na comparação com o franco suíço, a queda é mais expressiva, de 0,61%, com o dólar cotado a 0,8296 francos.

Grécia
Os investidores continuam acompanhando a crise fiscal que atinge a Europa, especialmente a Grécia. O parlamento do país discute a promoção de novas medidas de austeridade, exigência do FMI (Fundo Monetário Internacional) e da União Europeia para que sejam fornecidos novos auxílios econômicos aos gregos.

Contudo, a confirmação de apoio dos Estados Unidos à candidatura de Christine Lagarde no comando do FMI traz expectativas mais favoráveis sobre a ajuda da instituição aos países do continente.

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EUA
Os investidores também repercutem a agenda de indicadores norte-americana desta sessão, que trouxe dados sobre a confiança do consumidor e o mercado imobiliário. Segundo a Conference Board, em junho o Consumer Confidence, índice que acompanha a confiança do consumidor com a economia, registrou 58,5 pontos, resultado inferior ao esperado pelos analistas.

Mais cedo, foi divulgado também o índice Case-Shiller, que acompanha a trajetória dos preços de casas nos EUA. Em abril, o índice marcou queda de 3,96%, resultado que também decepcionou os analistas, que projetavam uma taxa negativa de 3,9% no período.