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SÃO PAULO – A ministra das Finanças da França, Christine Lagarde, recebeu o apoio dos governos norte-americanos e brasileiro para ocupar o cargo de diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Nacional) nesta terça-feira (28), momentos antes da reunião do Conselho Executivo da entidade para um debate sobre a sucessão de Dominique Strauss-Kahn.
Em nota, o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, confirmou o apoio do país à francesa. “O talento excepcional da ministra Lagarde e sua ampla experiência oferecerão liderança inestimável para a instituição, indispensável em um momento crítico para a economia global”.
Já o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, também confirmou, nesta tarde, o apoio brasileiro à ministra das Finanças da França para sucessão de Strauss-Kahn. Entre os países emergentes dos Brics (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul), a francesa já contava com o suporte dos governos russo e chinês.
Consenso evita votação formal
Desta forma, Lagarde, que concorre ao cargo com o presidente do Banco Central mexicano, Agustín Carstens, conta com mais da metade dos votos entre os 24 no conselho executivo da instituição, que representam 187 países. Fato que traz a expectativa de que será confirmada à frente do FMI mediante consenso do próprio conselho, sem necessidade de uma votação formal.
Representatividade dos votos
Apenas os EUA detêm cerca de 17% dos votos do Conselho Executivo. Lagarde ainda conta com a aprovação da União Europeia. Outros países como Indonésia, Egito e várias nações africanas também apoiam a francesa.
Enquanto Carstens conta com os votos de Austrália, Canadá e México, que juntos totalizam 12% de representação no conselho. Outros países latino-americanos com menor representatividade como Peru, Chile, Colômbia, Uruguai e Paraguai também manifestaram apoio ao mexicano.