Ibovespa perde o fôlego ao longo da tarde e fecha em queda de 1,01%

Índice chegou a ter máxima de +0,55% no intraday, com euforia após morte de Bin Laden; queda da Vale pressiona a bolsa

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SÃO PAULO – Logo pela manhã, a notícia da morte do terrorista Osama Bin Laden trouxe euforia às bolsas globais, que acabaram perdendo o fôlego ao longo da tarde, com os mercados de Wall Street fechando em queda e os índices europeus em ligeira alta. Por aqui, apesar da máxima de +0,55% atingida pela manhã, o Ibovespa inverteu a tendência e fechou em queda de 1,01%, aos 65.462 pontos, com os investidores observando a agenda de indicadores doméstica, que trouxe novas perspectivas desfavoráveis no quesito inflação. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 6,14 bilhões.

No plano interno, o ritmo de aumento dos preços voltou a preocupar, em dia marcado pela a divulgação do relatório Focus, que apontou novamente elevação nas projeções para a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), tanto no resultado mensal quanto no acumulado do ano. Ao mesmo tempo, a projeção para a taxa Selic no final deste ano aumentou. Mais cedo, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor- Semanal) registrou nova aceleração na alta dos preços, que foi medida em 0,95% na última semana de abril.

Destaques do pregão
A virada do índice nesta tarde sofreu influência da baixa dos papéis da Vale (VALE3, VALE5), que possuem forte peso no índice. Os investidores acompanharam o resultado de importantes índices na economia chinesa, que mostraram dados aquém do esperado e voltaram a trazer cautela sobre uma menor demanda do país por minério. A China é o principal cliente externo da mineradora brasileira, que solta seus resultados do 1T11 nesta semana.

As quedas foram lideradas pela Marfrig, que devolveu parte dos ganhos recentes – a ação subiu 11% no mês passado. As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 MRFG3 MARFRIG ON 15,00 -7,41 -2,60 34,85M
 ECOD3 ECODIESEL ON 0,79 -4,82 -21,00 14,16M
 ELPL4 ELETROPAULO PN ED N2 31,53 -4,63 -1,81 92,93M
 LLXL3 LLX LOG ON 4,35 -4,40 -8,03 20,74M
 KLBN4 KLABIN S/A PN 5,86 -4,25 +1,43 34,74M

Na ponta compradora do Ibovespa, as ações da Redecard (RDCD3) e Cielo (CIEL3) voltaram a despontar. Na última semana, a Redecard divulgou seus números trimestrais, com uma retração menor que o esperado por analistas do Barclays e do Citi em seu lucro líquido. A Cielo divulgará seu resultado referente ao primeiro trimestre deste ano na próxima quinta-feira, antes da abertura dos mercados.

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

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 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 CRUZ3 SOUZA CRUZ ON 18,15 +2,60 +3,45 20,09M
 DTEX3 DURATEX ON EB 13,90 +2,58 -21,85 23,04M
 RDCD3 REDECARD ON ED 23,28 +2,33 +14,98 63,98M
 CIEL3 CIELO ON EB 12,40 +2,31 -3,70 78,21M
 LAME4 LOJAS AMERIC PN 14,29 +2,07 -6,15 57,73M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram :

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 VALE5 VALE PNA 45,26 -1,76 686,31M 718,95M 18.021 
 PETR4 PETROBRAS PN ED 25,73 +0,51 536,11M 544,34M 18.952 
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 16,39 -2,96 336,51M 446,76M 15.795 
 ITUB4 ITAUUNIBANCO PN ED 36,55 -1,43 223,54M 242,63M 11.765 
 VALE3 VALE ON 51,22 -1,10 219,24M 177,52M 6.891 
 GGBR4 GERDAU PN 18,49 -2,17 166,11M 178,34M 10.034 
 AMBV4 AMBEV PN ES 50,79 +1,44 123,35M 67,59M 4.044 
 BBAS3 BRASIL ON 28,89 -0,34 121,93M 158,02M 7.645 
 BVMF3 BMFBOVESPA ON 11,75 -0,51 119,78M 151,88M 9.985 
 PETR3 PETROBRAS ON ED 28,69 -0,69 109,97M 146,59M 5.559 

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão) 

Também no noticiário corporativo do pregão, esta segunda-feira marcou a estreia das ações da Magazine Luiza na bolsa brasileira. Os papéis, que estão sendo negociados pelo código MGLU3, fecharam o dia em alta de 2,81%, cotados a R$ 16,45 cada.

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Agenda EUA
Nos Estados Unidos, a agenda do dia ainda trouxe dados sobre a atividade industrial no país, que ficou levemente acima do projetado. Também foram divulgados números sobre os gastos com a construção civil, que subiram 1,4% em março. 

Dólar
O dólar comercial fechou a segunda-feira em alta de 0,19%, cotado a R$ 1,576 na venda. Além disso, o Banco Central voltou a comprar dólares no mercado à vista, realizando duas operações. A primeira teve início às 12h58 (horário de Brasília) e término às 13h03. A taxa de corte aceita na operação foi de R$ 1,5746. Já a segunda operação ocorreu das 15h56 às 16h01, com uma taxa de corte de R$ 1,5750.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam sem tendência e com baixas oscilações. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 12,68%, estável em relação ao fechamento de sexta-feira.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve variação positiva de 0,18% em relação ao fechamento anterior, a 135,56% do valor de face.

Já o indicador de risco-País teve variação negativa de cinco pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 164 pontos.

Bolsas Internacionais
O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas , fechou em leve baixa de 0,33% e atingiu 2.864 pontos, seguindo esta tendência, o índice S&P 500 desvalorizou-se 0,18% a 1.361 pontos. Por outro lado, a Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em leve baixa de 0,02% atingindo 12.807 pontos.

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Na Europa, o índice CAC 40 da bolsa de Paris valorizou-se 0,05% a 4.109 pontos. Por outro lado, o DAX 30 da bolsa de Frankfurt fechou em leve alta de 0,18%, atingindo 7.528 pontos.

Confira os eventos previstos para terça-feira
Na agenda da próxima sessão, os investidores ficarão de olho na divulgação do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) referente ao mês de abril. O índice é calculado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

Ainda no front doméstico, o mercado deve avaliar a Pesquisa Industrial Mensal de março, que será revelada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Na cena internacional, as referências ficam por conta do Factory Orders, denotando o volume de pedidos feitos à indústria norte-americana ao longo do mês de março.