Fundos de ações dos EUA têm melhor captação em mais de dois meses

EPFR mostra que crescimento mais fraco do país não desanimou investidores; fundos de ações europeus têm fluxo negativo

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SÃO PAULO – Os sinais de um crescimento mais lento nos EUA e novos problemas na Zona do Euro não afetaram o humor dos investidores na semana terminada em 27 de abril. Segundo dados da EPFR Global, consultoria que acompanha o mercado global de fundos, as aplicações nos fundos de investimento dos mercados desenvolvidos ganharam impulso com a temporada de resultados, e se recuperaram do resultado ruim da última semana.

Com o bom resultado, os fundos de ações diversificados dos mercados desenvolvidos, como o GEM (Global Equity Funds), viram sua captação anual ultrapassar os US$ 24 bilhões. Somada ao resultado dos emergentes, a captação dos fundos de ações acompanhados pela EPFR totalizou US$ 7,89 bilhões na semana.

EUA: recorde em 10 semanas
Os fundos de ações norte-americanos, por exemplo, tiveram sua melhor captação líquida em 10 semanas, com foco em veículos de gestão passiva. Os ETFs (Exchange Traded Funds), de acordo com a consultoria, responderam por 90% das novas aplicações no período.

“Acredito que o corte na perspectiva do rating dos EUA também ajudou, adicionando pressão nos políticos do país para que diminuam o déficit”, disse Brad Durham, diretor da EPFR.

Japão e Europa: dificuldades, mas resultados diferentes
Os fundos de ações japoneses também tiveram uma semana positiva – a primeira em um mês – com a ajuda dos investidores institucionais, que tiveram saldo positivo de aplicações nessa categoria pela primeira vez desde a terceira semana de março.

A exceção ficou com os fundos de ações da Europa, que registraram saída líquida de capital pela primeira vez em cinco semanas. Segundo a EPFR, os preços de petróleo e gás, temores de um default parcial da Grécia, a possibilidade de novos apertos monetários no continente e a deterioração da confiança do consumidor fez com que os investidores “dessem um passo para trás”.

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Nesse cenário, nem mesmo os mais populares fundos de ações do continente – os alemães – conseguiram ficar com saldo positivo na semana, registrando a maior saída líquida de capital em 12 semanas.