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A redução do ruído causado pela morte de Osama Bin Laden na véspera levou os investidores a voltarem seus olhos ao cenário corporativo nesta terça-feira (3), cujos resultados negativos pressionaram o desempenho das bolsas tanto em Wall Street quanto na Europa. Embalado pela pressão vendedora externa, o Ibovespa fechou em queda de 1,75%, aos 64.318 pontos, sua menor pontuação desde 9 de fevereiro. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 6 bilhões.
No front interno, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a política monetária do Governo está “na medida certa”, e que a inflação deverá respeitar as metas do governo.
Entre os principais resultados que foram avaliados pelos investidores nesta terça-feira, o Itaú Unibanco viu suas ações cederem mais de 3%, mesmo tendo mostrado avanço no lucro líquido do 1T11 em comparação com o 1T10.
As ações Marfrig também caíram forte nesta terça-feira. O movimento foi considerado apenas como uma realização mais forte dentro de um movimento meramente técnico do mercado, segundo Cauê Pinheiro, da SLW Corretora.
Por outro lado, quem liderou as altas do Ibovespa foi a Embraer, que também revelou um resultado melhor que o esperado pelo mercado no primeiro trimestre.
Agenda interna
Na agenda de indicadores doméstica, o IPC-Fipe seguiu apontando aumento do ritmo inflacionário. O indicador registrou taxa de 0,70% na quarta quadrissemana de abril.
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Já a produção industrial brasileira teve crescimento de 0,5% na passagem de fevereiro para março, segundo a Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física, divulgada pelo IBGE nesta terça-feira.
Estados Unidos
Nos Estados Unidos, o cenário corporativo mostrou resultados, em sua maioria, aquém do esperado. O mercado também repercutiu uma notícia veiculada pelo Wall Street Journal sobre um possível processo judicial contra o Deutsche Bank, movido pelo governo dos EUA, em função de más práticas na concessão de empréstimos. Em reflexo, as ações do banco alemão despencaram no pregão.
Ainda por lá, apesar de não exercer grande influência sobre o mercado nesta sessão, o volume de pedidos da indústria, Factory Orders, foi o único indicador divulgado nos Estados Unidos nesta data. Segundo o documento, houve crescimento de 3,0% na passagem entre fevereiro e março, frente à perspectiva anterior de 1,8%.
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Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,82% nesta terça-feira, cotação final de R$ 1,589 na venda. A moeda norte-americana foi influenciada pela elevação do risco de ataques terroristas em retaliação a morte do terrorista Osama bin Laden, pela agenda econômica e pelas opiniões de Guido Mantega.
Por aqui, o Banco Central continuou a comprar dólares no mercado à vista, realizando duas operações. A primeira teve início às 12h09 (horário de Brasília) e término às 12h14, contando com uma taxa de corte aceita em R$ 1,5895. A segunda ocorreu das 16h02 às 16h07 e teve taxa aceita em R$ 1,5882.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam sem tendência e com baixas oscilações. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,33%, 0,01 ponto percentual acima do fechamento de segunda-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve variação negativa de 0,04% em relação ao fechamento anterior, a 135,50% do valor de face.