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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou esta quarta-feira (4) em queda de dois pontos-base, aos 171 pontos, mostrando que os investidores não aumentaram sua procura pela segurança dos títulos públicos, apesar do clima negativo nos principais mercados acionários internacionais.
Contribuindo para o clima de cautela, o posto de secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland disse que pode-se esperar uma queda da inflação já neste mês. Também sobre inflação, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, garantiu que o Governo está tomando as medidas necessárias para fazer com que a inflação convirja para o centro da meta, que é de 4,5%. Porém, isso só deve ocorrer em 2012, segundo ele.
De acordo com as projeções divulgadas pelo economista-chefe da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Rubens Sardenberg, a economia brasileira deverá crescer 4,1% em 2011. A entidade apresentou ainda suas projeções para o indicador de risco-País. Segundo Sardenberg, o indicador deverá encerrar o ano de 2011 em 173,9 pontos, contra as estimativas de 174,8 pontos divulgadas em março.
Referências dos EUA
No front externo, o ADP Employment Report mostrou que o número de postos de trabalho no setor privado dos EUA ficou abaixo do projetado pelo mercado. Esse resultado eleva a tensão quanto ao Payroll, que será divulgado na próxima sexta-feira. Somado a isso, o ISM Services, que mede o desempenho do setor de serviços na economia norte-americana, também mostrou um resultado fraco na passagem de março a abril.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou na noite dessa quarta-feira em alta de 0,04%, cotado a 135,55 centavos de dólar.
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 169 pontos-base.
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O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.