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SÃO PAULO – Os mercados não reagem e operam em queda nesta quinta-feira (5), como aconteceu no pregão da véspera, influenciados pela redução do preço das commodities, pela possibilidade de aperto monetário na Ásia, pela manutenção de taxas de juro no Reino Unido e Zona do Euro e também por conta de resultados corporativos desfavoráveis.
Em Nova York, os contratos futuros operam em queda, com destaque para o Nasdaq, com desvalorização de 0,43%. A Europa segue o comportamento, sendo que a França tem uma redução mais intensa, com o CAC 40 em queda de 1,16%.
Na agenda norte-americana desta quinta, estarão dados referentes às vendas do varejo de abril, com os números que servem de base para a avaliação do ritmo de consumo do país. De acordo com a LCA, o avanço nos preços dos combustíveis (principalmente a gasolina) poderá continuar limitando o crescimento das vendas das grandes varejistas dos Estados Unidos.
Ainda no país, o calendário traz dados de pedidos de seguro desemprego da última semana de abril e indicadores de custo unitário e produtividade referentes ao primeiro trimestre. Em relação ao primeiro, a LCA acredita que os novos pedidos retomem trajetória de queda e, em relação ao segundo, a expectativa é de desaceleração na taxa de expansão da produtividade frente ao último trimestre de 2010.
Resultados derrubam Europa, que teve decisão de juro
Resultados abaixo das expectativas de bancos do velho continente derrubam os principais índices acionários. Como exemplo, em Londres, ações do Lloyds caem 8,69%, após a instituição ter anunciado prejuízo líquido de £ 2,44 bilhões. Em Paris, as ações do Société Générale recuam 4,08% depois que o banco reportou queda de 14% no seu lucro líquido no primeiro trimestre.
As atenções dos investidores europeus se voltam nesta quinta para as decisões de política monetária na Zona do Euro e no Reino Unido. O BCE manteve a taxa básica de juro em 1,25% ao ano, mas, de acordo com o Danske Bank, espera-se que em entrevista coletiva o presidente da instituição Jean Claude Trichet já sinalize uma possível alta em junho.
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Já no Reino Unido, o comitê de política monetária do BoE (Bank of England) anunciou há pouco a manutenção da política monetária no Reino Unido, com a taxa básica de juro em 0,5% ao ano. O Danske Bank crê que o mesmo patamar deva ser mantido até o final do ano.
O BoE também anunciou que o programa de compra de ativos em £ 200 bilhões deve ser mantido, o que está em linha com as expectativas do mercado, após a divulgação de indicadores econômicos fracos recentemente.
Agenda brasileira fraca
Depois de verem o Ibovespa cair no pregão da véspera, os investidores brasileiros contam com uma agenda fraca nesta quinta-feira.
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A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) divulga os números do setor automobilístico no mês de abril. De acordo com a LCA, as atenções estarão voltadas para o desempenho da produção e para a evolução dos estoques, que já se encontram acima da média verificada entre 2008 e 2010.
Espera por aperto monetário na Ásia
Após forte queda na sessão anterior, o índice Shanghai Composite, da bolsa de Xangai, fechou em alta, em um movimento de busca por barganhas.
Na China, ministro de Finanças indicou que o governo continuará a implantar medidas como aumento na taxa básica de juro e elevação da exigência de reserva de capital para os bancos até que se atinja um “nível adequado ou a meta [para a inflação] estabelecida no começo do ano”.
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No Japão, a bolsa continuou sem negociações, e retornará às operações normais na sexta-feira.