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SÃO PAULO – As vendas e a produção da Gerdau (GGBR4) avançaram no primeiro trimestre do ano, impulsionadas pela recuperação do mercado norte-americano. Entretanto, o lucro da empresa sentiu a pressão dos custos e acabou marcando variação negativa na comparação com os primeiros três meses de 2010. Os números ficaram um pouco acima das expectativas compiladas pela InfoMoney.
O balanço trimestral da empresa, divulgado nesta quinta-feira (5), mostrou que a receita líquida consolidada cresceu 18% em relação ao primeiro trimestre de 2010, impulsionada por maiores volumes vendidos em todas as operações e receita líquida por tonelada maior – a exceção fica somente com a unidade brasileira.
Já o Ebitda (geração operacional de caixa da companhia) recuou 21% na passagem, para R$ 1,102 bilhão, pressionado por uma queda na margem bruta e alta dos custos. Na base trimestral, contudo, o indicador avançou, apoiado no melhor desempenho na América do Norte e América Latina.
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O menor Ebitda acabou trazendo impacto também ao lucro da companhia no trimestre, que caiu 29%, para R$ 409 milhões. Em relação ao quarto trimestre de 2010, o lucro também recuou (-3%). “É importante mencionar que no 4T10 houve um ganho líquido não-recorrente de R$ 289 milhões referente à reversão de perdas pela não recuperabilidade de ativos”, diz a Gerdau
Produção
A produção de aço bruto e laminados subiu 9% e 13% na base anual, enquanto as vendas avançaram 16%.
Segundo a Gerdau, a recuperação das operações na América do Norte (excluindo o México e aços especiais) é o principal responsável pelo avanço, mas a produção em todas as suas regiões de atuação teve variação positiva frente ao primeiro trimestre de 2010.
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Já no Brasil, a produção de aço bruto ficou praticamente estável (com alta de 2%), enquanto a de laminados avançou (+7%).
Nas operações de aços especiais, que são avaliadas separadamente pela empresa, os destaques ficaram com EUA e Espanha, beneficiados por uma recuperação do setor automotivo e melhora das exportações para a Zona do Euro, respectivamente.
Já no Brasil, a unidade de aços especiais foi pressionada por um menor volume de vendas, decorrente de uma realização de estoques no trimestre anterior.
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Vendas
A recuperação da demanda ajudou as vendas consolidadas da Gerdau, que avançaram 16% na comparação ano a ano. As exportações de produtos semi-acabados também ajudaram a impulsionar as vendas das operações brasileiras.
As menores exportações brasileiras (variação negativa de 28%) depois de um forte final de 2010 foram o principal destaque, bem como a menor receita líquida por tonelada vendida, “efeito dos descontos concedidos no mercado interno no segundo semestre de 2010 e pela maior participação das exportações nos volumes vendidos”.
O custo das vendas, por sua vez, avançou na comparação anual, consequência dos maiores volumes vendidos e do impacto do aumento dos preços das matérias-primas. Combinados com a queda na receita, os maiores custos acabaram pressionando o Ebitda das operações brasileiras e de aços especiais.
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“O descompasso entre os aumentos dos preços das matérias-primas e o repasse nos preços de produtos de aço resultou em uma menor margem bruta consolidada”, explica a Gerdau.
Confira os números Gerdau:
| (em R$ milhões) | 1T11 | 1T10 | Variação | 1T11E* | Variação x Projeções* |
| Receita líquida | 8.364 | 7.108 | +18% | 8.228 | +1% |
| Ebitda | 1.102 | 1.401 | -21% | 899,5 | +23% |
| Lucro Líquido | 409 | 573 | -29% |
287,5 |
+42% |
| Margem Ebitda | 13% | 20% | -7 p.p. | 10,85% | +2,15 p.p. |
* Projeções do Barclays e Spinelli