Medidas macroprudenciais não têm “microefeitos”, afirma Tombini

Presidente do BC volta a defender eficácia de medidas alternativas no combate à inflação, e já vê alívio em preços agrícolas

Publicidade

SÃO PAULO – Falando sobre inflação à comissões do Senado e da Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (5), o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, refutou a afirmação de um senador de que as medidas macroprudenciais estariam tendo somente “microefeitos” na economia. 

Segundo o parlamentar, os preços praticados em supermercados e postos de gasolina indicam que as medidas do BC estão tendo efeitos mínimos sobre a alta dos preços vista no País. “Não acho que as medidas macroprudenciais não têm microefeitos”, rebateu Tombini.

Segundo ele, já é possível ver “algum alívio” na margem em relação a alguns produtos agrícolas, mas a inflação não é de produtos específicos, e não é resolvida no curto prazo, mas em um processo contínuo.

Inflação não é (só) questão de demanda
Tombini afirmou que o BC não vê a inflação brasileira como uma inflação de demanda, apesar de reconhecer que a forte demanda doméstica exerce alguma pressão sobre os preços, e tem provocado reações na instituição.

Apesar disso, o processo inflacionário tem diversas fontes – o que é demonstrado pelo fato de que diversos países, como China e Índia, também enfrentam pressões de preços atualmente.

“Vamos combater esse processo nos próximos meses”, disse Tombini, que reforçou o objetivo do BC em levar a inflação de volta ao centro da meta em 2012.