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SÃO PAULO – Osvaldo Burgos Schirmer, diretor financeiro e de relação com investidores da Gerdau (GGBR4), acredita que as margens da empresa seguirão sob pressão ao longo do ano, especialmente em razão dos custos elevados.
“Há um descompasso criado entre o preço das matérias-primas e a impossibilidade de repasse de custos, deixando pouco espaço para subir os preços”, afirmou o executivo, atribuindo a este motivo a queda do lucro no último trimestre.
Queda tímida nos custos e aposta no volume
O problema com custos, mesmo sendo internacional, é tido por Schirmer como algo mais grave no Brasil, porém ele mesmo reconhece que uma tendência de melhora deste cenário já é observada desde janeiro, embora a recuperação seja consideravelmente tímida.
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Por outro lado, o executivo aposta no crescimento do volume como fator de impulso para os resultados dos próximos trimestres, especialmente com a consolidação da recuperação norte-americana.
Confira o resultado
O balanço trimestral da empresa mostrou que a receita líquida consolidada cresceu 18% em relação ao primeiro trimestre de 2010, impulsionada por maiores volumes vendidos em todas as operações e receita líquida por tonelada maior – a exceção fica somente com a unidade brasileira.
Já o Ebitda (geração operacional de caixa da companhia) recuou 21% na passagem, para R$ 1,102 bilhão, pressionado por uma queda na margem bruta e alta dos custos. Na base trimestral, contudo, o indicador avançou, apoiado no melhor desempenho na América do Norte e América Latina.
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| (em R$ milhões) | 1T11 | 1T10 | Variação | 1T11E* | Variação x Projeções* |
| Receita líquida | 8.364 | 7.108 | +18% | 8.228 | +1% |
| Ebitda | 1.102 | 1.401 | -21% | 899,5 | +23% |
| Lucro Líquido | 409 | 573 | -29% |
287,5 |
+42% |
| Margem Ebitda | 13% | 20% | -7 p.p. | 10,85% | +2,15 p.p. |
* Projeções do Barclays e Spinelli