Resumo Diário

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Depois de quatro pregões seguidos de baixa, o Ibovespa voltou a respirar nesta sexta-feira (6), fechando em alta de 1,59%, aos 64.417 pontos. O giro financeiro da sessão ficou em R$ 6,49 bilhões. A alta do índice foi estimulada por dados favoráveis do mercado de trabalho norte-americano, que impulsionaram as bolsas de Wall Street e da Europa. Apesar do avanço registrado nesta data, o Ibovespa terminou a semana com queda acumulada de 2,59%.

Principal destaque de alta do índice neste pregão, as ações da Lojas Americanas repercutiram positivamente os resultados da companhia, divulgados na noite de quinta-feira. A varejista relatou um lucro líquido de R$ 62,4 milhões, valor que supera o número do mesmo período do ano anterior em 28,1%, ao passo que analistas esperavam por uma redução dos ganhos da empresa, por conta da maior competição na concorrência do varejo online.

Também repercutindo resultados melhores que o esperado, a B2W, controlada da Lojas Americanas, viu suas ações dispararem mais de 7% nesta sexta-feira. A companhia confirmou as expectativas de um trimestre de perdas, no entanto, as projeções apontavam para um prejuízo muito maior, de R$ 15 milhões, frente ao R$ 1,6 milhão reportado.

As ações ON e PN da TIM foram mais dois papéis que tiveram forte alta nesta sessão, indicando que a notícia de que a empresa está migrando para o Novo Mercado da BM&F Bovespa agradou os investidores. No intraday, os ativos da TIM registraram valorização de mais de 10%.

Do lado negativo do Ibovespa, destaque para as ações da Petrobras. As ações preferenciais da Vale e de sua controladora Bradespar também fecharam em queda – os papéis ON ficaram praticamente estáveis. A mineradora reportou na véspera seus resultados referentes ao primeiro trimestre deste ano, que mostraram lucro recorde.

Em teleconferência com analistas, os diretores da mineradora afirmaram que o minério de ferro deve permanecer em patamares elevados por pelo menos cinco anos. Entretanto, afirmaram que, devido a atrasos em projetos, a Vale pode não conseguir cumprir seu plano de investimentos e metas de produção.

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Agenda Interna
A inflação foi o grande destaque da agenda brasileira nesta sexta-feira. Mais uma vez marcando leve desaceleração no ritmo inflacionário, o IPCA, medida oficial da inflação doméstica, registrou taxa de 0,77% em abril – apenas 0,02 ponto percentual abaixo da variação apurada em março, quando o índice marcou inflação de 0,79%. No acumulado de 12 meses, o IPCA já superou o teto da meta do governo, de 6,5%.

Por outro lado, apontando aumento do ritmo inflacionário, o INPC marcou inflação de 0,72% em abril, taxa 0,06 ponto percentual maior do que a apurada no mês anterior. Desta forma, o acumulado de 2011 chegou a 2,89%, 0,16 ponto percentual abaixo do acumulado no período correspondente do ano passado.

Fechando a pauta doméstica, o INCC, calculado pelo IBGE em parceria com a CEF, apresentou variação de 0,48% em abril, baixa de 0,04 ponto percentual sobre o resultado de março (0,52%).

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Referências dos EUA
A economia norte-americana registrou a abertura de 244 mil postos de trabalho em abril, segundo o Relatório de Emprego divulgado nesta sexta-feira. O resultado veio acima do esperado pelo mercado, que estimava uma alta de 185 mil postos no período.

Já a taxa de desemprego no país subiu para 9,0%, maior do que as expectativas do mercado, de 8,8%. Os ganhos por hora trabalhada subiram 0,1%, enquanto a média de horas trabalhadas por semana (Average Workweek) se apresentou em 34,3 horas, em linha com as expectativas.

Por fim, o Federal Reserve divulgou o Consumer Credit, que revelou avanço ajustado sazonalmente de US$ 6,0 bilhões no montante de crédito concedido ao consumidor norte-americano na passagem entre fevereiro e março. O resultado veio melhor do que indicavam as projeções, que esperavam avanço de US$ 4,9 bilhões na base de crédito destinada ao consumidor no período. Assim, o montante concedido chegou a US$ 2,425 trilhões.

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Dólar
O dólar comercial fechou em queda pela primeira vez após quatro sessões de alta, terminando a sexta-feira em queda de 0,49%, cotado a R$ 1,617 na venda. Contudo, a única desvalorização da semana não impediu que a moeda subisse 2,80% no acumulado desses cinco dias. Indicadores norte-americanos, inflação brasileira, intervenção do BaCen e palavras de Mantega também repercutiram nos negócios.

Por aqui, o Banco Central continuou a realizar leilões de compra de dólares no mercado à vista, realizando duas operações nesta sexta-feira. A primeira teve início às 12h12 (horário de Brasília) e término às 12h17, com taxa de corte de R$ 1,6047, enquanto a segunda operação se estendeu das 15h50 e às 15h55, contando com taxa de corte de R$ 1,619.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 12,56%, 0,07 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve variação positiva de 0,13% em relação ao fechamento anterior, a 135,69% do valor de face.

Já o indicador de risco-País teve variação negativa de quatro pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 168 pontos.