Com principais bolsas em alta, indicador risco-País tem terceira queda consecutiva

Relatório de Emprego norte-americano surpreende o mercado positivamente e diminui procura dos investidores por notas

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou esta sexta-feira (6) em queda de quatro pontos-base, aos 168 pontos, refletindo o ânimo visto nos principais mercados acionários internacionais.

O destaque desta sessão ficou por conta da divulgação da abertura de 244 mil postos de trabalho em abril nos EUA, segundo o Relatório de Emprego. O resultado veio acima do esperado pelo mercado, que estimava uma alta de 185 mil postos no período. 

Já a taxa de desemprego no país subiu para 9,0%, maior do que  as expectativas do mercado, de 8,8%. Os ganhos por hora trabalhada subiram 0,1%, enquanto a média de horas trabalhadas por semana (Average Workweek) se apresentou em 34,3 horas, em linha com as expectativas.

Por fim, o Federal Reserve divulgou o Consumer Credit, que revelou avanço ajustado sazonalmente de US$ 6,0 bilhões no montante de crédito concedido ao consumidor norte-americano na passagem entre fevereiro e março. O resultado veio melhor do que indicavam as projeções, que esperavam avanço de US$ 4,9 bilhões na base de crédito destinada ao consumidor no período. Assim, o montante concedido chegou a US$ 2,425 trilhões.

Inflação em destaque
Por aqui, as preocupações em releção a escalada dos preços deu uma trégua, com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medida oficial da inflação doméstica, registrando taxa de 0,77% em abril – apenas 0,02 ponto percentual abaixo da variação apurada em março, quando o índice marcou inflação de 0,79%. 

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou na noite dessa sexta-feira em alta de 0,13%, cotado a 135,69 centavos de dólar. Por sua vez, no fechamento semanal o título marcou alta de 0,28%.

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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 168 pontos-base.

O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.