Resumo Diário

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Após atravessar uma manhã negativa, o Ibovespa inverteu a tendência no início da tarde e retomou o fôlego do pregão de sexta, fechando esta segunda-feira em alta de 0,32%, aos 64.621 pontos. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 5,07 bilhões.

A Grécia voltou a preocupar, visto que desde a sexta-feira cresceram especulações sobre a necessidade de uma nova ajuda financeira ao país, que poderia estar preparando a reestruturação da sua dívida. A especulação fez com que a agência de classificação de risco Standard & Poors rebaixasse o rating do crédito soberano do país de longo prazo Já a Moody’s colocou a nota irlandesa em revisão para um possível corte, influenciando na queda dos principais mercados acionários europeus neste pregão e trazendo instabilidade aos índices de Wall Street.

No Brasil, a inflação novamente roubou a cena, mas desta vez com um viés positivo. Enquanto o IGP-DI mostrou variação de 0,50% em abril, taxa inferior à registrada em março, o IPC-S de 7 de maio apresentou variação de 1,05%, com aceleração de 0,10 ponto percentual da taxa registrada na última divulgação. Apesar disso, o mercado parece estar menos preocupado em relação à escalada de preços no País, uma vez que o Boletim Focus, do Banco Central, mostrou uma menor percepção de crescimento da inflação, esperando que o IPCA feche o ano em 6,33%, ante 6,37% aguardados na medição anterior.

Destaques do pregão
O principal destaque negativo do Ibovespa nesta sessão ficou com as ações da Hypermarcas. A queda ocorre após a divulgação dos resultados da companhia, que desagradaram os analistas.

Outra ação que teve forte queda nesta sessão foi a da Gafisa. A companhia deverá divulgar seus resultados nesta data, depois do fechamento do mercado. A Ativa Corretora diz esperar por margens pressionadas.

Agenda
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 969 milhões na primeira semana de maio, com exportações de US$ 5,290 bilhões e importações da ordem de US$ 4,321 bilhões. Com estes resultados, a média diária de exportações no período foi de US$ 1,058 bilhão, enquanto as importações tiveram média de US$ 864,2 milhões.

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Dólar
O dólar comercial voltou a registrar alta nessa segunda-feira, terminando o dia cotado a R$ 1,62 na venda, alta de 0,19%. Com a ausência de referências externas, os investidores estiveram atentos ao front interno, que teve a divulgação do boletim focus, da balança comercial, de indicadores de inflação e novas intervenções do Banco Central.

O BC voltou a realizar leilões para a compra de dólares no mercado à vista, realizando duas operações do tipo: a primeira ocorreu entre às 12h09 e às 12h14, contando com uma taxa de corte de R$ 1,6242; já a segunda operação se estendeu das 15h54 às 15h59 e teve a taxa aceita em R$ 1,6188.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam sem tendência definida no curto prazo, mas com viés de baixa para contratos com vencimento no longo prazo, respondendo à queda nas projeções para a inflação. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 12,53%, 0,02 ponto percentual abaixo do fechamento de sexta-feira.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve variação positiva de 0,13% em relação ao fechamento anterior, a 135,86% do valor de face.

Já o indicador de risco-País teve variação negativa de sete pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 165 pontos.