Copel manterá política ineficiente de baixíssimo endividamento, diz Citi

Empresa deve contrair mais dívidas ao longo dos anos, mas a geração operacional de caixa deve compensar o endividamento

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SÃO PAULO – A Copel (CPLE6) possui uma estrutura de capital ineficiente, fato que deverá se manter ao longo do tempo, alerta o analista do Citi, Marcelo Britto.

Segundo as projeções do Citi, os ativos da companhia, que no final do ano anterior totalizaram R$ 17,8 bilhões, devem registrar valorização até os R$ 20,3 bilhões em 2013, enquanto os passivos configurarão movimento contrário, passando dos R$ 6,5 bilhões para R$ 5,7 bilhões.

Deste modo, será mantida a ineficiência da gestão da estrutura de seu capital, uma vez que a empresa deixa de aproveitar a oportunidade de captar recursos junto ao mercado com custo reduzido, sem comprometer sua alavancagem.

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O analista questiona os motivos que levam a empresa a manter tal estratégia – ao passo que os seus pares possuem uma relação dívida líquida sobre Ebitda (geração operacional de caixa) acima de duas vezes.

Alavancagem continuará baixa
“A Copel contrairá mais dívidas ao longo do tempo para investir em Mauá, Colíder e nas linhas de transmissão. No entanto, nós não estimamos a empresa aumentando a sua alavancagem ao longo do tempo, já que a geração de caixa manterá o dinheiro ocioso em alta”, escreve em relatório.

Deste modo, segundo relatório do Citi, a dívida líquida sobre o patrimônio líquido da empresa foi de 0% em 2010, indicador que deverá crescer neste ano para 3,8%, mas logo cair nos anos seguintes, para uma porcentagem negativa de 0,6% e de 2,5% em 2012 e 2013, respectivamente.