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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou esta terça-feira (10) em queda de quatro pontos-base, aos 162 pontos, refletindo o clima positivo dos principais mercados acionários internacionais, com os investidores aumentando a exposição ao risco e diminuindo a procura pela segurança das notas públicas.
O destaque da sessão ficou por conta da balança comercial chinesa, que mereceu espaço na pauta internacional, uma vez que o superavit do país chegou a US$ 11,4 bilhões no último mês, mais do que quatro vezes o esperado.
Já na Europa, depois de os mercados terem fechado em queda na véspera, os preços dos ativos nesta terça-feira foram favorecidos por um ajuste positivo e por rumores sobre uma nova ajuda financeira à Grécia. Segundo agências internacionais, o novo pacote poderá chegar a € 60 bilhões.
Por sua vez, a agenda econômica norte-americana apresentou dados sobre os preços de produtos importados e exportados nos Estados Unidos, que avançaram 0,6% e 1,0% em abril, respectivamente.
Também foi divulgado o Wholesale Inventories de março, apontando para um crescimento no nível dos estoques do setor atacadista em 1,1% em março, resultado acima do esperado.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou na noite dessa terça-feira em alta de 0,11%, cotado a 136,01 centavos de dólar.
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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 162 pontos-base.
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.