Resumo Diário

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Depois de ter atravessado uma manhã negativa, o Ibovespa inverteu a tendência ao longo da tarde e fechou esta quinta-feira (12) em leve alta de 0,36%, aos 64.003 pontos. O giro do pregão ficou em R$ 5,91 bilhões.

O clima adverso do início do dia foi motivado pela elevação do requerimento nas reservas dos bancos na China, que pressionou as cotações das commodities no mercado internacional pela manhã.

A medida tomada pelo governo chinês teve como objetivo frear a escalada dos preços no país. O mesmo tema também foi destaque na pauta brasileira nesta quinta, com Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, declarando que o objetivo é trazer a inflação para o máximo possível para o centro da meta ainda em 2011. Com isso, fica reforçada a perspectiva de novos apertos monetárias ainda este ano.

Destaques do pregão
As ações do setor imobiliário, que na véspera tiveram posição de destaque na ponta vendedora do índice, tiveram performance positiva neste pregão. O grande destaque ficou com os papéis da Rossi, que subiram mais de 6%, e da Brookfied, com alta de 5,42%. Vale destacar que está previsto para esta noite a divulgação dos resultados da Rossi e da MRV Engenharia.

As ações da Hypermarcas lideraram novamente a ponta vendedora do Ibovespa nesta quinta, devolvendo parte dos ganhos da véspera, quando ficaram entre as maiores altas do índice. Com a pressão vendedora nos preços das commodities vista principalmente pela manhã, algumas empresas do setor, como MMX, Fibria e OGX, também figuraram entre as ações de pior performance do índice.

China
Na segunda maior economia mundial, o PBoC (Banco Popular da China) anunciou que vai realizar mais uma elevação da exigência de reservas dos bancos em 0,5 ponto percentual, de forma a combater as pressões inflacionárias.

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Referências dos EUA
Nos EUA, o número de pedidos de auxílio-desemprego decresceu na passagem semanal, mas a um ritmo menor do que o projetado. Do mesmo modo, o volume de vendas no varejo também melhorou frente à última medição, mas a alta de 0,5% frustrou as estimativas de um avanço de 0,6%.

Os preços ao produtor indicaram alta de 0,8% em abril, superior aos 0,5% que era esperado por analistas. Enquanto isso, os estoques das empresas norte-americanas registraram expansão de 1,0% no mês de março, resultado ligeiramente acima das projeções dos analistas de mercado (0,9%), bem como do resultado de fevereiro (0,7%).

Agenda interna
Na agenda doméstica, o IBGE divulgou dados sobre o mercado de trabalho na indústria brasileira e também sobre a atividade comercial.

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As vendas do comércio varejista registraram alta no terceiro mês do ano. o avanço das comercializações foi de 1,2% frente a fevereiro, com ajuste sazonal. O resultado mensal apresenta uma melhora em relação ao mês anterior, quando houve uma interrupção na trajetória de várias taxas positivas nas vendas.

Na indústria, a taxa de emprego aumentou 2,2% em março, na comparação com o mesmo mês de 2010. O valor real da folha de pagamento dos trabalhadores também registrou aumento na mesma base de comparação, de 5,9%.

Dólar
O dólar comercial voltou a registrar alta, terminando esta quinta-feira cotado a R$ 1,623 na venda, indicando valorização de 0,19% – na sessão anteiror, a moeda já havia subido 0,93%. O aperto monetário na China, a agenda econômica norte-americana, as intervenções do Banco Central e o discurso de Tombini foram as principais referências.

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O BC voltou a realizar leilões para compra de dólares no mercado à vista. Ao todo, duas intervenções foram realizadas. A primeira teve início às 11h38 (horário de Brasília) e término às 11h43, além de contar com uma taxa de corte aceita em R$ 1,6226. Já a segunda se estendeu das 15h38 às 15h43 e teve taxa aceita em R$ 1,6197.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam com modestas oscilações e sem tendência. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 12,51%, 0,02 ponto percentual abaixo do fechamento de quarta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve ligeira variação negativa de 0,01% em relação ao fechamento anterior, a 135,96% do valor de face.

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Já o indicador de risco-País teve variação negativa de seis pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 162 pontos.