À espera de ata do Fomc, mercados externos operam em alta

Documento não deve trazer novidades, já que Bernanke falou após última reunião; investidores ainda estão de olho na Europa

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SÃO PAULO – Depois de fecharem sem uma tendência definida no pregão da véspera, os mercados acionários externos sobem nesta quarta-feira (18), à espera da ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee).

Para a LCA, desta vez, a expectativa do mercado para a ata será menor do que a usual, pois importantes detalhes da última reunião já foram concedidos por Ben Bernanke em sua primeira entrevista coletiva logo após o fim do encontro do comitê e as aguardadas revisões nas projeções trimestrais dos membros do colegiado já foram antecipadas pelo presidente do Fed (Federal Reserve).

Ainda em relação aos Estados Unidos, o analista do UBS, Paul Donovan, disse que a “gangue dos seis” senadores norte-americanos parece ter desistido do acordo para a reforma fiscal, e o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, está atento para a necessidade de aumentar o limite da dívida. “Há uma visão legal de que o teto da dívida é inexequível, no entanto”.

Na Europa, os olhos estão voltados para a dívida grega. Sobre o assunto, Donovan disse que o primeiro ministro George Papandreou prometeu redobrar os esforços do governo na reforma fiscal e nas metas de deficit, “embora ele pudesse simplesmente não dizer nada”. Isso porque o ceticismo acerca do assunto ainda persiste.

No Brasil, os resultados corporativos sustentaram a bolsa na véspera e, na sessão desta quarta, os investidores devem ficar de olho no cenário externo e repercutir dados da inflação, que mostraram aceleração do IGP-M. A Ásia, por sua vez, fechou em alta, incentivada pelo setor financeiro.

Europa em alta por resultados
No velho continente, a maioria dos principais índices de ações opera em alta, com os investidores repercutindo a divulgação de novos resultados corporativos e atentos à alta na cotação das commodities. O setor automobilístico recupera-se dos pregões negativos nesta semana, enquanto os bancos também aparecem como destaque positivo.

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A crise fiscal em alguns países da Europa continua roubando atenções. Nesta quarta, o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, declarou que os credores de países mais problemáticos devem arcar com parte dos custos da crise. Ele disse, ainda, que a crise diz respeito a alguns países e que as contas públicas da região estão em boas condições, na comparação com Estados Unidos e Japão, por exemplo.

Já na agenda de indicadores europeus desta sessão, destaque para os dados sobre o mercado de trabalho no Reino Unido e sobre o setor de construção na Zona do Euro, que em março teve queda de 0,3% da produção, segundo a Eurostat, agência de estatísticas da Comissão Europeia. Já o desemprego no Reino Unido caiu para 7,7% no primeiro trimestre deste ano, ante taxa de 7,9% no trimestre anterior.

Brasil de olho em indicadores
No pregão da véspera, o Ibovespa avançou 1,34%, aos 63.672 pontos. A alta do índice ganhou apoio no avanço de grandes blue chips, como Petrobras (PETR3, PETR4) e Vale (VALE3, VALE5).

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Na agenda, está o IGP-M da FGV (Fundação Getulio Vargas) de maio, que registrou inflação de 0,66% na segunda prévia de maio, taxa 0,11 ponto percentual maior do que a registrada no mesmo período do mês anterior. O aumento foi motivado pela aceleração da inflação aos consumidores e no custo da construção.

Mais tarde, o Banco Central divulgará os números do fluxo cambial, referentes à segunda semana do mês, e o IBC-Br de março. Para o indicador de atividade, a LCA projeta estabilidade na comparação com fevereiro e alta de 0,3% sobre março de 2010.

Ásia impulsionada por bancos
No Japão, o índice Nikkei fechou o pregão em alta, devido à recuperação das ações do setor bancário e da Tokyo Electric Power, companhia responsável pela usina nuclear de Fukushima, destaques de queda nas últimas sessões. As ações do setor petrolífero também avançaram, conforme a cotação do barril de petróleo.

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Assim como em Tóquio, os papéis do setor bancário em Xangai também trilharam um movimento de recuperação e encerraram o pregão em valorização. Por lá, foi anunciado que o preço dos imóveis avançou em 67 das 70 cidades pesquisadas em abril, com destaque para cidades de pequeno porte. Ações do setor de energia termelétrica a carvão também ficaram no campo positivo, diante da perspectiva de aumento da demanda com o baixo índice de chuvas.