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Após operar em alta durante boa parte do dia, o Ibovespa reverteu para o campo negativo em sua última hora de negociações, fechando com queda de 1,31%, aos 62.840 pontos. O giro financeiro do pregão foi de R$ 6,14 bilhões.
A reversão ganhou força após a divulgação da ata da última reunião do Fomc, indicando discordância em relação a qual será o momento mais apropriado para que o Federal Reserve dê início ao ciclo de aperto monetário no país.
Com trajetória oposta, os principais índices acionários de Wall Street ampliaram as altas após a divulgação da ata.
No campo corporativo, os papéis da JBS caíram forte nesta sessão, após a empresa ter revelado um aumento de capital no valor de R$ 3,47 bilhões, em processo que contará com a emissão de novas ações, ao preço de R$ 7,04 cada.
A Petrobras também registrou queda no dia, ajudando a pressionar o índice. O mercado avaliou notícias de que a empresa deve cortar US$ 35 bilhões de seu plano de investimentos em 2011, o que foi negado pela estatal em nota.
As ações do setor imobiliário também registraram fortes perdas na sessão, com destaque para Rossi Residencial, PDG Realty, Cyrela e Gafisa, todas com quedas superiores a 4%.
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Por outro lado, a alta registrada pelas ações da Vale limitou as perdas do Ibovespa no pregão. O Conselho de Administração da mineradora aprovou aumento de capital social da companhia em R$ 25 bilhões, para R$ 75 bilhões, sem emissão de novas ações.
Ata do Fed
Parte do colegiado do Fomc diz que uma alta no juro básico dos EUA deve vir antes do imaginado, enquanto outros demonstram que uma elevação precipitada na Fed Funds Rate poderia desnecessariamente estragar a recuperação da economia. Entretanto, a discussão não significa que a estratégia de saída será executada tão cedo. Por ora, a taxa básica de juro norte-americana foi mantida entre 0% e 0,25% ao ano.
O Fed também não anunciou mudanças em seu programa de compra de títulos. Alguns membros da autoridade também se mostraram a favor de que uma nova rodada de flexibilização quantitativa seja adotada no país, mas somente caso haja uma mudança muito significativa no cenário econômico.
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Embora vejam a inflação em níveis elevados como algo “transitório”, os membros do Fomc elevaram suas projeções para os preços nos EUA em 2011. De acordo com a ata, o Fed agora espera que o núcleo de preços do PCE – que mede a inflação oficial nos EUA – registre avanço entre 2,1% e 2,8% em 2011, ante as projeções anteriores de alta de 1,3% e 1,7%.
Além disso, o Fed também promoveu mudanças em suas expectativas de crescimento da economia norte-americana entre 2011 e 2013. Para este ano, a projeção para o PIB dos EUA é de avanço entre 3,1% e 3,3%. Já para o próximo ano, a autoridade projeta crescimento econômico entre 3,5% e 4,2%, enquanto para 2013 o PIB deve ficar entre 3,5% e 4,3%.
Agenda Interna
No cenário interno, o IGP-M registrou inflação de 0,66% na segunda prévia de maio, taxa 0,11 ponto percentual maior do que a registrada no mesmo período do mês anterior. O aumento da inflação nesta medição foi motivado pela aceleração da inflação aos consumidores e no custo da construção.
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Ainda na pauta doméstica, o Banco Central divulgou o resultado do IBC-Br, que apresentou expressiva alta de 10,54% na passagem de fevereiro para março, marcando 148,82 pontos, na série sem ajuste sazonal.
O BC revelou ainda que o fluxo cambial acumulado nas duas primeiras semanas de maio ficou positivo em US$ 8,809 bilhões, com o fluxo comercial marcando superavit de US$ 4,251 bilhões e o financeiro, saldo de US$ 4,559 bilhões.
Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,62% nesta quarta-feira, cotado a R$ 1,612, refletindo a agenda econômica, a ata da reunião do Federal Reserve e as intervenções do Banco Central.
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O BC continuou a promover leilões para compra de dólares no mercado à vista, realizando uma operação na data, que teve início às 15h21 e término as 15h25, contando com taxa de corte aceita em R$ 1,614. Essas operações já haviam adquirido US$ 3,058 bilhões em maio, até a última sexta-feira (13), colaborando para que os níveis de reservas internacionais alcançassem US$ 329,781 bilhões.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em leve alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 12,51%, 0,03 ponto percentual acima do fechamento de terça-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve ligeira variação positiva de 0,10% em relação ao fechamento anterior, a 136,55% do valor de face.
Já o indicador de risco-País teve variação positiva de seis pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 162 pontos.