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SÃO PAULO – O Ibovespa apresenta leve alta de 0,04% nesta sexta-feira (20), para 62.390 pontos, em um dia de queda dos principais índices acionários do mundo, diante da notícia de manutenção da política monetária no Japão e da especulações quanto a quem assumirá o cargo de diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), que era ocupado por Dominique Strauss-Kahn até que ele foi preso sob a acusação de assédio sexual. O volume financeiro da bolsa é de R$ 1,026 bilhão.
O principal destaque positivo fica com as ações ordinárias da Natura (NATU3), que registram valorização de 2,07% e são cotadas a R$ 42,87. Apesar dessa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a 7,93%. Por outro lado, o pior desempenho fica com os papéis ordinários da LLX (LLXL3), que são cotados a R$ 4,58 e apresentam baixa de 2,35%, com notícias de realização de OPA (Oferta Pública de Aquisição) das ações da PortX (PRTX3).
Altas e baixas
As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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A LLX é destaque de queda em meio à notícia de que a MMX (MMXM3) confirmou nesta manhã a ocorrência das condições previstas no edital para a realização da OPAde ações da PortX e o consequente leilão, às 15 horas (horário de Brasília) desta sexta. Segundo publicado no edital, a oferta dependia de que as declarações e garantias prestadas pela PortX no contrato firmado em 30 de setembro de 2010 com a Centennial Asset, Eike Batista, LLX Logística e SK Networks fossem precisas e verdadeiras. Deste modo, as ações da MMX, da LLX e da PortX figuram entre as maiores desvalorizações do Ibovespa nesta sessão.
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Mercados externos
Os principais índices acionários dos EUA recuam nesta sexta, dia escasso em indicadores relevantes, mas com resultados corporativos de peso. O foco permanece nas small caps, em função do noticiário corporativo, a exemplo do que já ocorria no pré-market. Os papéis da rede social LinkedIn seguem de vento em popa com alta de 8,75%, depois de fecharem seu primeiro dia de negociação em Nova York com alta de mais de 100%.
Na Europa, o dia também é de queda para os principais índices acionárias. O mercado tem como uma das principais referências as possíveis escolhas para a direção-geral do FMI. Sobre o assunto, ganha cada vez mais força o nome da ministra de Finanças da França, Christine Lagarde, que agora conta com o apoio de líderes de peso como a chanceler alemã Angela Merkel. A escolha se dá em um momento delicado para o mercado europeu, que se vê em meio à recorrente crise fiscal nas economias periféricas da Zona do Euro, especialmente os PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha).
Os principais índices acionários da Ásia apresentaram ligeira queda na sessão encerrada nesta sexta. No Japão, o movimento foi influenciado pela decisão do BoJ (Bank of Japan) em manter as medidas de política monetária. A taxa básica de juro do país ficou entre 0,0% e 0,1%. Na China, as discussões sobre a inflação permanecem em foco.
Por aqui, a agenda trouxe o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que marcou queda no ritmo inflacionário com taxa de 0,70% em maio, 0,07 ponto percentual menor que a registrada no mês anterior, segundo dados publicados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Juros e câmbio
O resultado do IPCA impactou nos mercados de juros futuros e câmbio. Em relação ao primeiro, os principais contratos da BM&F Bovespa registram taxas, com os investidores repercutindo o resultado da inflação. Para analistas, mesmo com a queda dos preços, a perspectiva de elevação do juro básico continua. O contrato de juros de maior liquidez nesta sessão, com vencimento em janeiro de 2013, aponta uma taxa de 12,52%, taxa estável em relação ao fechamento de quinta-feira. O número de contratos negociados chega a 143.455.
Já o dólar comercial registra trajetória positiva, cotado a R$ 1,6200 na venda, alta de 0,19%. Com a variação desta sexta, a moeda norte-americana registra alta de 2,99% neste mês de maio, porém uma desvalorização de 2,77% desde o início do ano.