Resumo Diário

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Na contramão do mau humor externo, o Ibovespa encerrou a sessão desta sexta-feira em alta de 0,37%, aos 62.596 pontos. O movimento reflete um ajuste à baixa acumulada de 2,06% nos últimos dois pregões e foi impulsionado pelo avanço de importantes blue chips, como Petrobras e Vale. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 12,51 bilhões. Na semana, o índice somou baixa de 1,01%.

Em dia de agenda escassa, os investidores repercutiram o novo corte do rating grego e as especulações acerca da sucessão ao cargo de diretor-presidente do FMI. No front doméstico, o dia contou com a divulgação do IPCA-15, que mostrou desaceleração da inflação em maio e trouxe análises divergentes do mercado.

Destaques do pregão
Os papéis da Petrobras tiveram um dia de ganhos refletindo, além da alta do petróleo, especulações sobre uma possível divulgação do plano de investimentos da estatal nesta noite. Especula-se que o novo plano pode ter cortes entre US$ 30 bilhões e US$ 35 bilhões, em relação ao capex de US$ 224,1 bilhões anunciados no final de 2010 em meio à megaoferta de ações.

Após passarem os dois últimos pregões no extremo da ponta vendedora do Ibovespa, as ações das imobiliárias devolveram parte das perdas acumuladas e registraram expressiva alta no pregão desta sexta-feira.

Agenda
A agenda do dia contou apenas com o IPCA-15, que marcou queda no ritmo inflacionário com taxa de +0,70% em maio, 0,07 ponto percentual menor que a registrada no mês anterior. O mercado se dividiu na análise do indicador.

Referências externas
A Fitch cortou o rating grego em três níveis, de “BB+” para “B+”, e manteve a perspectiva negativa da nota. Segundo a agência de classificação de risco, o corte reflete o tamanho do desafio do país em implementar o programa de reforma fiscal e estrutural “radical” para garantir sua solvência e, ao mesmo tempo, bases para uma recuperação da economia.

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O mercado também segue atento às possíveis escolhas para suceder Dominique Strauss-Kahn na direção-geral do FMI. Sobre o assunto, ganha cada vez mais força o nome da ministra de Finanças da França, Christine Lagarde, que agora conta com o apoio de líderes de peso como a chanceler alemã Angela Merkel. A escolha se dá em um momento delicado para o mercado europeu, que se vê em meio à recorrente crise fiscal nas economias periféricas da Zona do Euro, especialmente os PIIGS.

Dólar
Em uma sessão marcada por alternância entre os sinais, o dólar comercial terminou a sexta-feira em leve queda de 0,12%, cotado a R$ 1,615 na venda. Com isso, a divisa acumulou baixa de 1,10% na semana.

O dólar iniciou o dia com valorização, chegando a alcançar a cotação de R$ 1,622 (alta de 0,31%), mas passou a tarde inteira no campo negativo, alcançando a mínima de R$ 1,612 – que indicava queda de 0,31%. Porém, após a realização de um leilão de compra de dólares pelo Banco Central, a moeda reagiu e amenizou essa desvalorização.

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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em praticamente estáveis, mas com viés de alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 12,54%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve ligeira variação positiva de 0,04% em relação ao fechamento anterior, a 136,51% do valor de face.

Já o indicador de risco-País teve variação negativa de um ponto-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 160 pontos.