Publicidade
SÃO PAULO – Os principais contratos futuros de petróleo terminaram essa terça-feira (24) em alta, tanto em Londres quanto em Nova York, onde o preço do barril chegou a US$ 99,59, voltando a ficar perto da casa dos US$ 100,00. As novas projeções do Goldman Sachs e do Morgan Stanley para a commodity foram os destaques, assim como a agenda econômica e a oscilação da divisa norte-americana.
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 112,53 no pregão desta terça-feira, alta de 2,20% em relação ao último fechamento. O contrato com vencimento em julho, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 99,59 por barril, configurando uma alta de 1,90% frente ao fechamento anterior.
Dólar e agenda
Também interferiu na cotação do óleo a queda da moeda norte-americana frente às principais divisas mundiais, o que se traduz em pressão de alta sobre os preços do petróleo, tanto pela compensação cambial, uma vez que os preços das matérias-primas são expressos na divisa, quanto pela movimentação dos investidores, que tendem a elevar sua exposição neste mercado.
A agenda econômica externa teve como destaque o resultado de abril do New Home Sales, índice que mede o número de casas novas vendidas nos Estados Unidos, superando as expectativas ao registrar vendas anualizadas de 323 mil casas, contra projeções de 300 mil.
Novas projeções
O mercado avaliou as novas projeções dos bancos norte-americanos Goldman Sachs e Morgan Stanley para o preço do petróleo tipo Brent, baseadas na melhora da economia, que deverá exaurir os estoques e a produção excedente da OPEP.
Com isso, o Goldman acredita que o petróleo deverá subir até US$ 115,00 em três meses, até US$ 120 em seis meses e US$ 130 em 12 meses, enquanto o Morgan Stanley acredita que a commodity deverá terminar o ano valendo US$ 120,00 por barril.
Continua depois da publicidade
Manipulações
A data também viu a indiciação de três empresas por parte da CFTC (Comissão de Comércio Futuro de Commodities, na sigla em inglês) na corte de Nova York. Segundo a instituição, as empresas Parnon Energy, Arcadia Petroleum e Arcadia Energy mantinham um esquema de manipulação dos preços na New York Merchantile Exchange.
Sanções
Outra referência diária foram as sanções impostas pelos Estados Unidos a empresas ligadas a Venezuela – o que terminou por não interferir gravemente no preço da commodity. A maior economia do mundo anunciou novas sanções a estatal venezuelana PDVSA e seis outras companhias do país por negociar com o Irã. Essas sanções não deverão afetar a venda da commodity para os EUA, nem as atividades de suas subsidiárias.