Resumo Diário

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Acompanhando o bom humor dos mercados externos e ampliando os ganhos da véspera, o Ibovespa encerrou a sessão desta quarta-feira (25) em ligeira alta de 0,08%, aos 63.388 pontos. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 4,59 bilhões.

Além do ânimo nas bolsas de Wall Street e da Europa, a alta do índice reflete a percepção dos investidores do IPC-Fipe, mostrando desaceleração no ritmo de crescimento dos preços na terceira quadrissemana de maio. O mercado repercutiu ainda a decisão do Governo de voltar a cobrar o IOF nas operações de renda fixa de curto prazo, após essa alíquota desse imposto ter sido zerada em janeiro.

As ações integrantes do grupo Oi foram o destaque de queda do Ibovespa no pregão dessa quarta-feira, após dispararem no pregão anterior, quando foram impulsionadas pelo comunicado da Telemar Participações de que seus acionistas aprovaram a reorganização societária do grupo.

Agenda
Na agenda dompestica, os investidores repercutiram a divulgação do IPC-Fipe, que apontou nova queda do ritmo inflacionário ao marcar taxa de 0,47% na terceira quadrissemana de maio. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela Fipe.

Ainda na agenda, a confiança do consumidor apresentou recuo de 2,4% entre abril e maio deste ano, registrando 115,4, pontos, contra 118,2 apurados um mês antes. De acordo com a FGV este é o menor nível desde janeiro do ano passado, quando estava em 112,6 pontos.

O Banco Central divulgou o fluxo cambial acumulado nas três primeiras semanas de maio ficou positivo em US$ 8,267 bilhões. A autoridade monetária revelou ainda que o resultado global do balanço de pagamentos brasileiro em abril de 2011 foi superavitário em US$ 6,811 bilhões, enquanto, no mesmo período de 2010, a conta registrara um saldo positivo de US$ 3,493 bilhões.

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Referências externas
A agenda econômica do dia teve como destaque o Durable Good Orders, que mede a número de pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria norte-americana, exibindo recuo de 3,6% no mês de abril, frente à projeção de queda de 2,0%. Já os estoques de petróleo daquele país avançaram 0,2%, na terceira semana de maio, alcançando 370,9 milhões de barris.

Os investidores também repercutiram a candidatura de ministra de finanças da França, Christine Lagarde, para o cargo de diretor-geral do FMI, antes ocupado por Dominique Strauss-Kahn. Além disso, autoridades da Zona do Euro deram declarações afastando a possibilidade de uma reestruturação total da dívida da Grécia, defendendo apenas o prolongamento dos prazos dos títulos.

Dólar
O dólar comercial fechou a quarta-feira em alta de 0,31%, cotado a R$ 1,629 na venda. Apesar da volatilidade vista nas principais bolsas do mundo, a moeda norte-americana manteve-se apreciada em relação ao dólar durante todo o dia. As novas compras de dólares do Banco Central no mercado cambial e as mudanças na metodologia da Ptax ficaram em foco nesta sessão.

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O BC continuou a comprar dólares através por meio de leilões no mercado à vista, tendo realizado uma operação entre as 15h41 (horário de Brasília) e às 15h46, com com taxa de corte aceita em R$ 1,6298. Através desses leilões, o BC acumulava compras de US$ 3,669 no mês de maio até a última sexta-feira, inflando as reservas internacionais para o montante de US$ 330,829 bilhões.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam sem tendência. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em outubro de 2011, registrou uma taxa de 12,25%, estável em relação ao fechamento de terça-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve variação negativa de 0,03% em relação ao fechamento anterior, a 136,57% do valor de face.

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Já o indicador de risco-País não teve variação em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 165 pontos.