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SÃO PAULO – A Fitch Ratings afirmou não prever nenhuma mudança no rating dos bancos alemães como resultado direto de sua exposição a Grécia, porém alertou que vê um alto potencial de contágio caso realmente haja uma reestruturação da dívida grega, como o mercado vem sugerindo.
Para a Fitch, o maior problema potencial para essas instituições é um aumento da aversão de risco em um momento em que os bancos ainda estão se recuperando.
A agência de classificação de risco também afirma que os ratings IDR (Probabilidade de Inadimplência do Emissor) das companhias não cairão para patamares abaixo de seus suportes , a não ser que a instituição acredite que a propensão do governo alemão de ajudar as instituições esteja enfraquecida.
Bancos comerciais pouco expostos
Essa capacidade de ajuda é presente, inclusive, para o banco mais exposto: o KFW, controlado pelo estado e que concentra boa parte da exposição alemã à dívida grega. Entre os bancos comerciais, a agência afirma que o Commerzbank é o mais exposto, em termos absolutos, enquanto o Deutsche Postbank é o mais exposto em termos proporcionais.
A agência lembra que a exposição vinda de empréstimos entre bancos de ambos países é limitada e que os bancos germânicos não possuem subsidiárias na Grécia, o que lhes poupa de parte dos riscos e não lhes obriga a manter liquidez em uma subsidiária.
Além disso, a Fitch destaca que os bancos da Alemanha têm exposição limitada a qualquer risco ligado às economias de Portugal e Irlanda.