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SÃO PAULO – Sem fazer cerimônia, analistas do Deutsche Bank apontam que a inflação é a principal responsável por conter a bolsa brasileira em queda, apesar da valorização das commodities.
“No primeiro trimestre de 2011 as commodities continuaram a subir, o dólar depreciou-se firmemente e o índice S&P 500 avançou mais de 5%, mas o mercado acionário na América Latina encolheu”, lembram Frederick Searby e Francisco Schumacher.
“Normalmente, a combinação destes fatores teria sido receita para uma performance acima da média do mercado para a bolsa brasileira”, completa a dupla.
Capital foge em direção aos EUA
Além da deterioração da inflação, investidores vêm observando franca recuperação do mercado acionário norte-americano, o que tem contribuído ainda mais para o afluxo de capitais dos emergentes em direção aos EUA.
Ademais, sintômas de interferência política em large caps de peso no Ibovespa, como Petrobras (PETR3,PETR4) e Vale (VALE3,VALE5) colocam um peso adicional sobre o principal índice da bolsa brasileira.
Petro duplamente prejudicada
O caso da estatal é um belo exemplo da distorção momentânea do mercado acionário brasileiro com a flutuação das commodities. Nos últimos meses, as ações da Petrobras foram afetadas quando houve valorização do petróleo no mercado internacional, pois havia, e ainda há, forte pressão do Governo para que não houve reajuste de combustíveis para os consumidores.
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Dessa forma, a companhia não pode beneficiar-se da valorização de seu principal produto na mesma medida que seus concorretes internacionais.
Por outro lado, com a desvalorização do petróleo, as ações da Petrobras seguiram sob pressão, pois 40% de sua receita está diretamente relacionada à cotação da commodity.
“Esse caso pode ser prolongado para o mercado brasileiro, onde a alta das commodities provoca preocupações acerca da inflação e a sua desvalorização impacta os países produtores de commodities”, resume a dupla.
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Previsão do Ibovespa revista para baixo
Frente à este cenário, o Deutsche Bank cortou sua previsão para o fechamento do Ibovespa neste ano, de 79 mil para 73 mil pontos, refletindo também a apreciação do real desde novembro de 2010.