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SÃO PAULO – Para os analistas Frederick Searby e Francisco Schumacher, do Deutsche Bank, o risco político embutido na Vale (VALE3; VALE5) e a gerência governamental da estatal Petrobras (PETR3; PETR4) contribuiram por atrapalhar o desempenho dessas empresas, as duas maiores do Ibovespa.
Duas maiores
Searby e Schumacher lembram que as ações da petrolífera se encontram em uma situação onde apenas perder é possível, tendo em vista o preço do petróleo internacionalmente.
Segundo os analistas, conforme o preço sobe, os investidores se preocupam, já que isso não se reflete em aumento dos preços dos derivados da commodity no mercado nacional, uma vez que o governo prefere manter a gasolina estável para não gerar inflação. Além disto, conforme o preço vai caindo, afirma a equipe de análise, a estatal é atingida cada vez mais, já que 40% das receitas da Petrobras são dependentes do preço no mercado internacional.
Já a mineradora opera em forte desconto em relação as principais mineradoras mundiais, como Rio Tinto e BHP Billiton, já que as intervenções e interferências governamentais, como a que levou a saída de Roger Agnelli do comando da companhia, contribuíram para a criação de um temor de risco político em referência a empresa, que ainda persiste e deprecia os múltiplos da Vale, conforme os analistas do Deutsche Bank.