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SÃO PAULO – O direto de Abastecimento da Petrobras (PETR3, PETR4), Paulo Roberto Costa, não se mostrou preocupado com a possibilidade de a petrolífera venezuelana PDVSA deixar de participar da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, durante visita ao local na segunda-feira (30).
“Ainda hoje me pergunto se a refinaria vai sair com a PDVSA ou sem a PSVSA. A refinaria está aí, já estamos com 35% prontos e vamos colocar em operação. É uma realidade”, afirmou.
Cerca de 23 mil pessoas trabalham no empreendimento, que entrará em atividade no primeiro trimestre de 2013 e, segundo o diretor da Petrobras, irá abastecer todo o Nordeste.
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Diesel
O diretor presidente da refinaria, Marcelino Guedes, afirmou que quando estiver funcionando, a Abreu e Lima terá capacidade de produzir 20% de todo o diesel do país, volume que será voltado principalmente para Pernambuco, segundo maior mercado do Nordeste, atrás da Bahia.
A refinaria está instalada no Complexo Portuário de Suape, a cerca de 60 quilômetros ao sul de Recife. A obra foi iniciada em 2007. Quando pronta, ela será capaz de processar 230 mil barris de petróleo por dia – 70% do total se tornará diesel, mas também serão produzidos gás de cozinha, nafta petroquímica e coque.
Petroquímica
Em relação à petroquímica de Suape, Costa disse que ela está à procura de sócios. Com investimentos de R$ 4,94 bilhões, a petroquímica já entrou em fase de pré-operação, com 71% da estrutura física já pronta. A empresa atuará nas áreas de petroquímica e têxtil, produzindo PTA (matéria-prima para produção de poliéster), polímeros, filamentos de poliéster e resina PET.
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“A petroquímica Suape é menor que a refinaria [Abreu e Lima], mas tão importante tanto, não só para Pernambuco ou para o Brasil”, afirmou o diretor de Abastecimento.
Quando estiver em operação, a petroquímica será o maior polo integrado com poliéster da América Latina.
De acordo com o diretor de Operações da empresa, Carlos Pereira, ela tem um alto nível de competitividade. “Temos uma demanda contínua de importações de derivados petroquímicos no Brasil e a nossa produtividade nacional é afetada pela falta de escala. Essa é a lacuna que estamos aqui para preencher”.