Desemprego fica estável em julho e continua no menor nível desde 2002, diz IBGE

Taxa de desocupação nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil ficou em 9,4% da População Economicamente Ativa

Publicidade

SÃO PAULO – O desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil em julho permaneceu estável na comparação com junho, estimado em 9,4% da PEA (População Economicamente Ativa), menor patamar desde março de 2002. As informações são da Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada nesta quinta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No confronto com igual período de 2004, a redução da taxa chega a 1,8 ponto percentual, uma vez que em julho de 2004 ela estava em 11,2%.

A pesquisa revela também que o contingente de desempregados permaneceu em 2,1 milhões na somatória de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Recife. Também sem alterações, a população ocupada nestas regiões metropolitanas foi estimada em 19,8 milhões.

Planner InfoMoney

Mantenha suas finanças sob controle neste ano

Desemprego diminui em São Paulo

Três capitais registraram queda de desocupação em julho, com destaque para São Paulo, onde a parcela de desempregados caiu 0,6 ponto percentual, variando de 10,5%, em junho, para 9,9% no mês passado. Em Belo Horizonte também houve recuo da taxa (-0,3 p.p.), que passou de 8,5% para 8,2%. A mesma tendência, embora menos intensa, ainda foi observada em Porto Alegre, com redução de 7,1% até 7,0%.

As demais localidades que integram o estudo apresentaram aumento de desemprego na passagem de junho para julho, especialmente Recife, capital na qual a taxa subiu 3,1 pontos percentuais, saltando de 9,6% para 12,7%. Já em Salvador, que tradicionalmente possui o maior desemprego da pesquisa, a alta foi de 14,7% para 15,7%. O Rio de Janeiro, por sua vez, protagonizou incremento de 0,3 ponto percentual, de 6,9% para 7,2%.

Considerando a comparação com igual período do ano passado, Salvador figura como a única região metropolitana com expansão do desemprego, que se elevou de 14,9%, em julho de 2004, para os atuais 15,7%. As duas maiores reduções da taxa de desocupação nos últimos 12 meses aconteceram nas capitais paulista (-2,6 p.p.) e mineira (2,5 p.p.). As demais quedas foram as seguintes: Porto Alegre (-1,9 p.p.), Rio de Janeiro (-0,9 p.p.) e Recife (-0,7 p.p.).

Continua depois da publicidade

Contratações aumentaram só diante de 2004

A estabilidade da taxa de desemprego na passagem de junho para julho se refletiu no volume de contratações dos diversos setores da economia, como a indústria, o comércio e os serviços, que não apresentaram grandes variações no contingente de mão-de-obra.

Mesmo em relação a igual período de 2004, base comparativa que indicou retração de 1,8 ponto percentual no desemprego, a tendência foi de estabilidade de contratações. Neste caso, houve apenas movimentos pontuais, como alta de admissões no comércio de Salvador e Porto Alegre, e na construção civil de Recife.

Considerando a categoria dos empregos, as vagas formais, com carteira de trabalho assinada, aumentaram 5,5% em um ano e passaram a responder por 40,2% do total da população ocupada nas regiões analisadas pelo IBGE. Representando 15,7% da PO, os postos de trabalho informal ficaram estáveis diante de julho de 2004, mesmo comportamento notado entre os profissionais autônomos.

A Pesquisa Mensal do Emprego revela também que os homens continuam com a maioria do mercado de trabalho. Os trabalhadores respondem por 56,0% do total, deixando as mulheres com 44,0%.