Com derrocada das ações, operação de venda com Petrobras dispara na Bolsa

Do dia 20 de outubro para cá, o empréstimo com ações ordinárias da estatal dispararam 530%; operadores dizem que já está difícil encontrar papel para alugar

(Shutterstock)
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SÃO PAULO – Com a derrocada das ações, investidores têm corrido para alugar os papéis da Petrobras (PETR3; PETR4) nos últimos dias. Além da forte procura, o que tem chamado atenção dos operadores é que esse movimento tem sido guiado pelas ações ordinárias da estatal, que antes eram menos demandadas pelos investidores. A operação de aluguel é utilizada, geralmente, por quem espera queda dos ativos e, por isso, querem operar vendidos na Bolsa. Para vender uma ação, primeiro o investidor precisa alugar esses papéis no BTC (Banco de Títulos CBLC), pagando por isso uma taxa pelo período exposto, para depois vendê-los no mercado. 

Segundo operadores da XP Investimentos, as ações ordinárias estão mais difíceis de achar e com taxas de aluguel maiores do que os papéis preferenciais. De acordo com a corretora, a taxa para “tomar” PETR3 subiu de 0,3% no começo do mês passado para 0,75% ao ano, contra 0,3% da PETR4. Somente na última segunda-feira, o empréstimo com os papéis da empresa subiram em 3,36 milhões quando comparado com o registrado na sexta-feira passada, assim como os papéis preferenciais. 

No caso das ordinárias, a procura intensa pelo aluguel dos papéis da empresa começaram em 20 de outubro, poucos dias antes do segundo turno da eleição presidencial. Naquela época, o aluguel com as ações ONs da empresa estava em 20,6 milhões, na última segunda-feira, 1, estava em 130 milhões, crescimento de 530%. Por outro lado, no mesmo período, as ações da companhia desabaram 36,4% na Bolsa.