Ibovespa Futuro tem alta com sinalização do Copom e cenário externo

Aperto monetário do BC traz otimismo ao mercado, que também repercute a alta das bolsas internacionais

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abriu em alta nesta quinta-feira (4) depois do Copom (Comitê de Política Monetária) elevar a taxa Selic de 11,25% para 11,75% ontem. O aumento mostra para parte do mercado que com a nova equipe econômica, o governo deve realizar um combate mais firme à inflação do que o que foi feito durante o primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). Às 9h07 (horário de Brasília) o contrato futuro para dezembro do índice subia 1,20%, a 52.760 pontos. 

No comunicado divulgado pela autoridade monetária, o Banco Cenral justificou o aperto maior que o da última reunião assim: “Considerando os efeitos cumulativos e defasados da política monetária, entre outros fatores, o Comitê avalia que o esforço adicional de política monetária tende a ser implementado com parcimônia”.

Para a consultoria LCA, o comunicado do BC, apesar de vir em linha com o esperado pelo mercado diante de um maior risco de avanço da inflação, trouxe um recado brando contido na expressão “com parcimônia”, o que pode indicar elevações mais modestas nas próximas reuniões. A consultoria cortou sua projeção de aumento de 50 pontos-base na taxa básica de juros em 21 de janeiro para 25 pontos-base. 

Ainda no cenário macroeconômico, ontem o governo conseguiu votar a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) depois de uma sessão de 18 horas no Congresso. Com isso, o governo fica desobrigado a cumprir a meta de superávit primário equivalente a 1,9% estipulada no início do ano. Só faltou o voto a uma emenda, o que ocorrerá na próxima terça-feira. 

Já a condição da maior estatal do país continua ruim com o rebaixamento de rating que mede a gestão da estatal sem o suporte do governo de baa3 para ba1. Apesar disso, ADRs da Petrobras negociados no pré-market da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) subiam 2,48%, a US$ 9,50.

Cenário externo
As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quinta-feira em meio a novos sinais de resiliência na economia dos Estados Unidos, com a bolsa de Xangai subindo mais de 4% com a continuidade do rali por expectativas de mais estímulos na China.

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Já o índice japonês Nikkei avançou 0,94% para perto de máximas de 7 anos e meio, com a confiança puxada por projeções da mídia sugerindo vitória forte para a coalizão do premiê Shinzo Abe na eleição de 14 de dezembro. Uma vitória para Abe pode levar a um novo mandato para suas políticas conhecidas como “Abenomics” para reviver a economia. O índice de Xangai disparou 4,35% conforme o rali por expectativas de que a China irá implementar mais medidas de estímulo não deu sinais de enfraquecimento.

Dados sobre empregos no setor privado e sobre o setor de serviços, divulgados na quarta-feira, salientaram a resiliência da economia norte-americana. 

As principais bolsas europeias também registram alta na expectativa que o BCE (Banco Central Europeu) anuncie mais medidas de estímulo nesta quinta-feira após reunião de política monetária, em meio aos dados de inflação ainda em baixa e o ambiente de negócios ainda ruim na zona do euro.

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(Com Reuters)