Ibovespa cai 1,26% com BB caindo quase 8% e decepção com Petrobras

Resultado considerado ruim pelo mercado do BB e frustração de expectativas acerca do reajuste da gasolina trazem pessimismo aos investidores nesta quarta-feira

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SÃO PAULO – O Ibovespa caiu nesta quarta-feira (5) puxado por Banco do Brasil e Petrobras. A instituição financeira decepcionou no seu resultado e estatal sofreu com a frustração das expectativas dos investidores de que o reajuste do preço da gasolina pudesse sair ontem na reunião do Conselho Administrativo da petroleira. O índice fechou em queda de 1,26%, a 53.698 pontos, enquanto o dólar fechou cotado a R$ 2,514, uma alta de 0,37%. O volume financeiro negociado no pregão foi de R$ 5,865 bilhões.

Segundo relatório da XP Investimentos, “o governo não aproveitou o voto de confiança que boa parte dos investidores tem dado e ontem mostrou que não está próximo do seu slogan de campanha: “Novo Governo, Novas Ideias””.

Ontem (4), houve mais uma reunião do Conselho Administrativo da Petrobras para decidir em conjunto com o governo um reajuste dos preços da gasolina. No entanto, nenhuma decisão concreta foi tomada ainda em direção a um aumento no preço do combustível para desafogar os caixas da estatal, prejudicados pela defasagem que havia entre o valor do insumo no mercado interno e lá fora. Com isso, as ações da petrolífera caíram cerca de 3%. 

Destaques
Puxada para alta pelo desempenho do setor financeiro ontem, a Bolsa hoje não teve tanta ajuda dos bancos, uma vez que o resultado do Banco do Brasil (BBAS3; R$ 26,47, -7,93%) decepcionou muito o mercado. Elevação no índice de inadimplência sobre operações vencidas há mais de 90 dias pressionou o balanço do banco, que registrou lucro líquido ajustado de R$ 2,9 bilhões. 

Assim como as do Banco do Brasil, as ações da Petrobras (PETR3; R$ 13,86, -2,74%; PETR4; R$ 14,40, -2,83%) caíram depois a frustração das expectativas dos investidores com o adiamento do reajuste da gasolina e puxam o índice Ibovespa para baixo. Ainda pesaram nos papéis da estatal as informaçõs publicadas no fim de semana no Estado de S. Paulo, afirmando que a PriceWaterhouseCoopers (PwC), auditora dos resultados financeiros da companhia, recusou-se a aprovar o balanço do terceiro trimestre da empresa.

As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

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 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano
 BBAS3 BRASIL ON 26,47 -7,93 +12,65
 BRML3 BR MALLS PAR ON 17,69 -4,84 +5,48
 CCRO3 CCR SA ON 17,46 -3,48 +2,80
 PDGR3 PDG REALT ON 1,19 -3,25 -34,25
 CSNA3 SID NACIONAL ON 8,09 -3,23 -43,74

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano
 ALLL3 ALL AMER LAT ON 6,82 +4,12 +4,02
 MRFG3 MARFRIG ON 6,00 +2,39 +50,00
 ESTC3 ESTACIO PART ON 29,05 +1,93 +43,52
 ELPL4 ELETROPAULO PN N2 7,37 +1,66 -17,60
 HGTX3 CIA HERING ON 24,80 +1,31 -14,44

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1
 PETR4 PETROBRAS PN 14,40 -2,83 529,85M
 BBAS3 BRASIL ON 26,47 -7,93 491,70M
 ITUB4 ITAUUNIBANCO PN ED 36,89 -1,10 352,71M
 BBDC4 BRADESCO PN EJ 36,74 -1,47 333,75M
 PETR3 PETROBRAS ON 13,86 -2,74 218,04M
 VALE5 VALE PNA 20,75 -0,24 212,63M
 ABEV3 AMBEV S/A ON ED 16,35 0,00 181,15M
 BVMF3 BMFBOVESPA ON 10,33 -2,64 142,69M
 ITSA4 ITAUSA PN 9,96 -0,60 138,20M
 VALE3 VALE ON 24,00 -0,46 129,64M

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)
 

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Cenário externo
O mercado nos EUA tem alta com o avanço dos republicanos no Congresso norte-americano. O partido passou a deter pelo menos 51 dos 100 assentos do Senado, continuando a manter o controle da Câmara dos Representantes. De acordo com especialistas ouvidos pela CNBC, um Senado controlado pelos republicanos poderia avançar em questões como a reforma fiscal e as contas de infraestrutura energética. 

Bolsas europeias também repercutiram positivamente essa mudança na composição do Parlamento dos Estados Unidos. Fora do noticiário americano, destaque para o PMI da zona do euro: as empresas da região cresceram menos do que o esperado em outubro, mesmo com uma redução de preços maior. O PMI Composto do Markit fechou outubro a apenas 52,1, um pouco maior do que os 52 observados em outubro. 

Já na Ásia, o destaque fica mais uma vez para o Nikkei, que subiu 0,44% e bateu o patamar máximo em 7 anos ao fechar em 16.937 pontos em meio a novas sinalizações de estímulos por parte do Banco do Japão. Enquanto isso, as outras bolsas do continente fecharam em baixa repercutindo a queda dos preços de petróleo e as preocupações com o crescimento chinês. 

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O PMI dos serviços da segunda maior economia do mundo mostrou mais uma desaceleração do gigante asiático. Houve um recuo para 52,9 pontos em outubro, frente a 53,5 pontos em setembro. Leituras acima de 50 indicam expansão da atividade, enquanto que abaixo, contração.