Fitch eleva rating do Brasil para ‘BBB’, com perspectiva estável

Revisão deve-se à visão de que o crescimento potencial do Brasil aumentou e aos sinais de restrição fiscal do novo governo

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SÃO PAULO – A agência de classificação de risco Fitch elevou nesta segunda-feira (4) o rating do Brasil para ‘BBB’ em moeda local e estrangeira, com perspectiva estável frente à “positiva” anterior. A última alteração na nota do País pela Fitch havia sido no final de maio de 2008, quando o Brasil passou a constar entre os países com “grau de investimento”. 

Segundo a Fitch, a revisão da nota em um degrau do Brasil reflete a percepção da agência de que houve aumento do crescimento potencial do País para a faixa entre 4% e 5%, o que contribui para uma situação fiscal confortável no médio prazo e para a posição líquida externa, que por sua vez amplia a capacidade do País de absorver choques externos.

A Fitch ainda elogiou a transição tranquila entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e a manutenção, pela nova administração, de políticas macroeconômicas responsáveis. Na decisão, pesou ainda a disposição mostrada pelo governo de restringir a política fiscal, o que aliado às perspectivas “saudáveis” de crescimento deve contribuir para uma queda no pesado endividamento do governo. 

Aterrissagem suave
Após um crescimento de 7,5% em 2010, a Fitch espera ainda uma “aterrissagem suave” da economia, com expansão de 4% em 2011. “A trajetória de crescimento do Brasil no médio prazo deve permanecer relativamente robusta devido à demanda interna, ao crescimento da classe média e ao ciclo positivo de investimentos”, comentou Shelly Shetty, diretora-sênior e chefe dos ratings soberanos para América Latina. 

A agência de classificação de risco não deixou de evidenciar os problemas que o País ainda enfrenta, como a necessidade de trazer a inflação de volta para o centro da meta. Na opinião de Shetty, um aperto fiscal mais rápido contribuiria com a política monetária e ainda teria papel relevante no alívio na apreciação do real frente ao dólar. 

Shetty citou ainda ainda as reformas tributária e da Previdência  como elementos importantes para aumentar a competitividade interna, que facilitariam taxas de crescimento mais altas. São, portanto, esforços que se levados adiante pelo governo podem ensejar nova revisão positiva da nota do Brasil. 

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Confira abaixo a metodologia de notas das principais agências:

S&P Moody´s Fitch Grau
AAA
AA+
AA
AA-
A+
A
A-
BBB+
BBB
BBB-
Aaa
Aa1
Aa2
Aa3
A1
A2
A3
Baa1
Baa2
Baa3
AAA
AA+
AA
AA-
A+
A
A-
BBB+
BBB
BBB-
Investimento
BB+
BB
BB-
B+
B
B-
CCC
CC
C
D
Ba1
Ba2
Ba3
B1
B2
B3
Caa
Ca
C
Wr
BB+
BB
BB-
B+
B
B-
CCC
CC
C
D
Especulativo