Resumo Diário

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Depois de atravessar uma manhã instável, o Ibovespa engatou no início da tarde uma tendência de queda e fechou esta sexta-feira (8) aos 68.718 pontos, desvalorização de 0,66%, sendo pressionado pelas perdas das ações do setor bancário, que repercutiram as incerteza quanto novas medidas do Governo para conter o consumo. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 5,84 bilhões. Na semana, o índice teve baixa de 0,79%.

Por aqui, o ministro da Fazenda Guido Mantega afirmou que o governo seguirá tomando medidas no câmbio para evitar maiores problemas, mas voltou a admitir que a atual situação do País, com excesso de capital, é melhor do que a escassez. Na noite passada, após o fechamento do mercado, o próprio ministro anunciou uma elevação do IOF de 1,5% para 3% ao ano em operações de crédito para pessoas físicas, com o objetivo de limitar o consumo e arrefecer a inflação.

Em Wall Street, os índices também perderam fôlego ao longo da tarde, à medida que aumentaram as preocupações quanto a indefinição do orçamento de 2011 do país. Nesta tarde, republicanos e democratas fecharam o valor do corte de US$ 38 bilhões nos gastos do governo para este ano, mas ainda restam pendências no acordo do orçamento. O impasse desta vez, segundo o líder da maioria no senado dos EUA, o democrata Harry Reid, é que os republicanos querem eliminar o financiamento federal para a saúde da mulher, ao contrário do que quer a base governista.

Também voltou a preocupar a disparada do petróleo, que nesta sexta-feira subiu forte em Londres e Nova York e renovou suas máximas desde 2008.

Na Europa, a situação foi outra. Por lá os principais índices acionários fecharam em alta, recuperando parte das perdas da véspera, quando a notícia de um novo tremor no Japão pressionou os negócios por todo o mundo. No entanto, o foco desta sessão na Europa ficou com Portugal. O FMI confirmou nesta data que recebeu um pedido oficial de ajuda financeira por parte do governo português e que agora irá conversar com as autoridades europeias para estruturar o tamanho do pacote de resgate ao país.

Destaques do Pregão
Entre as principais perdas do índice, destaque para as ações de importantes bancos. As baixas acontecem em meio às incertezas sobre novas medidas do Governo para controlar o consumo. O Santander puxou as quedas do setor neste pregão, com desvalorização de 3,15%. Bradesco, Itaúsa, Itaú Unibanco e Banco do Brasil também fecharam em baixa na sessão.

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Mas quem liderou a ponta vendedora do índice nesta sexta-feira foram os papéis ordinários da Gafisa, devolvendo em partes as altas recentes. Na semana, as ações GFSA3 subiram mais de 3%.

Já do lado positivo, as ações da MMX Mineração despontaram como a maior alta do Ibovespa nesta sexta-feira. O movimento é impulsionado pela valorização dos preços do minério de ferro, que acompanham um rali que estende-se para outras matérias-primas, como ouro e prata, e alcançam o maior patamar em dois anos.

Agenda
Na agenda interna, destaque para a divulgação do IPC-S, que apontou novo aumento do ritmo de aceleração dos preços na primeira semana de abril, marcando variação de 0,89% nos preços.

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Nos Estados Unidos, o nível dos estoques no atacado norte-americano avançou 1,0% no mês de fevereiro, em linha com o esperado.

Dólar
O dólar comercial voltou a cair nesta sexta-feira e terminou o pregão cotado a R$ 1,574, o que representa uma queda de 0,63% em relação ao fechamento anterior. Com mais essa baixa, a moeda renova sua mínima desde 5 de agosto de 2008. Na semana, a desvalorização acumulada foi de 2,36%.

Tudo isso a despeito das intervenções do Banco Central, que realizou leilões a termo e à vista para tentar conter a queda. 

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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em julho de 2011, registrou uma taxa de 11,97%, 0,02 ponto percentual acima do fechamento de quinta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,34% em relação ao fechamento anterior, a 134,55% do valor de face.

Já o indicador de risco-País teve variação negativa de três pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 162 pontos.