Resumo Diário

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Depois de atravessar uma manhã positiva, o Ibovespa engatou um movimento de baixa logo no início da tarde desta quarta-feira (13) e se mantave assim até o fechamento, somando perdas de 0,61% no pregão, aos 66.486 pontos. O movimento vendedor teve suporte da baixa das ações de importantes siderúrgicas, que dominaram a lista das maiores desvalorizações do Ibovespa neste dia. A forte queda da Petrobras e da Vale também prejudicou o desempenho da bolsa brasileira, que não acompanhou a virada de sinal de Wall Street após a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve.

A quarta-feira tcontou com o vencimento de opções sobre o Ibovespa e contratos de Ibovespa futuro, o que normalmente traz um clima instável ao mercado e impulsiona o giro financeiro, que nesta sessão fechou em R$ 10 bilhões.

Puxada por Usiminas, Gerdau e CSN, a ponta vendedora do Ibovespa trouxe como destaque as ações do setor siderúrgico. Segundo operadores do mercado financeiro, o movimento de baixa dos papéis da Gerdau pode ser um reflexo de uma reavaliação dos múltiplos da Gerdau após o procedimento de bookbuilding dos papéis da empresa, que está em meio a um follow-on.

A quarta-feira marcou também a estreia da Time for Fun na bolsa. Os papéis terminaram o pregão estáveis, a R$ 16,00.

EUA
O dia contou com um carregado noticiário sobre a maior economia do mundo. O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou um plano para reduzir o déficit público em US$ 4 trilhões nos próximos 12 anos.

Ainda por lá, o Livro Bege do Fed sinalizou que a economia dos Estados Unidos segue melhorando desde o início de março, embora alguns dos distritos tenham registrado um avanço moderado. Além disso, o relatório mostrou que as empresas tentam repassar os maiores custos aos consumidores, mas nem sempre com sucesso, e que o terremoto japonês impactou a economia do país mais fortemente do que o esperado.

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O mercado avaliou ainda a alta de 0,4% no volume das vendas ao mercado varejista norte-americano durante o mês de março, que ficou abaixo das expectativas. O indicador que mede o volume de estoques nos EUA também marcou uma alta inferior ao que se esperava.

Agenda doméstica
No front interno, destaque para a divulgação do fluxo cambial, que apresentou resultado negativo em US$ 14 milhões no acumulado dos primeiros seis dias úteis de abril, com o fluxo comercial ficando deficitário em US$ 94 milhões e o fluxo financeiro com superávit de US$ 80 milhões.

O Banco Central divulgou também dados referentes às suas reservas internacionais, que contabilizavam US$ 320,918 bilhões até a última sexta-feira. Ainda de acordo com a autoridade monetária, nos primeiros dias de abril, foram adquiridos US$ 2,919 bilhões no mercado cambial à vista e US$ 440 milhões no mercado a termo.

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A autoridade monetária publicou ainda o IBC-Br, que reverteu a trajetória de queda e apresentou avanço na avaliação dos dados sem ajuste sazonal, com alta de 1,98% na passagem de janeiro para fevereiro, marcando 132,62 pontos.

Dólar
O dólar comercial reverteu as altas dos dois últimos pregões e terminou a quarta-feira em queda de 0,13%, cotado a R$ 1,591 na venda. Referências internacionais como o Livro Bege e o discurso do presidente norte-americano Barack Obama influenciaram nos humores por aqui, onde se viu a divulgação do fluxo cambial e mais intervenções por parte do Banco Central.

A autoridade monetária brasileira adquiriu dólares por meio de leilões à vista em dois momentos durante a sessão: a primeira operação, ocorrida entre às 12h16 (horário de Brasília) e às 12h21 teve taxa de corte fixada em R$ 1,5895, marginalmente inferior aos R$ 1,5897 do segundo leilão diário, que se iniciou às 15h52 e teve término às 15h57.

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Vale lembrar que o dólar seguia em alta até pouco após a divulgação do documento, quando a divisa norte-americana inverteu o sinal e passou a operar em queda, acompanhando a melhora de humor nas bolsas de Wall Street.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta no curto prazo e alta no longo. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em maio de 2011, registrou uma taxa de 11,81%, 0,02 ponto percentual acima do fechamento de terça-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve alta de 0,15% em relação ao fechamento anterior, a 134,35% do valor de face.

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Em linha, o indicador de risco-País teve variação positiva de um ponto-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 170 pontos.