Bancos e agenda pressionam bolsas europeias, que encerram dia em queda

Noticiário a respeito da crise da divida soberana no continente também não agrada, com rumores de reestruturação da dívida grega

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SÃO PAULO – Os principais índices acionários europeus terminaram essa quinta-feira (14) em queda, refletindo notícias a respeito da crise da dívida soberana, divulgação de indicadores e expectativas para novas medidas de aperto monetário na China. 

O índice CAC 40, da bolsa de Paris, apresentou desvalorização de 0,89% a 3.970 pontos, acumulando no ano forte alta de 4,35%, enquanto o FTSE 100, da bolsa de Londres, encerrou em baixa de 0,78%, atingindo 5.964 pontos e sua variação no ano acumula alta de 1,08%. Já o DAX 30, da Bolsa de Frankfurt, apresentou uma leve baixa de 0,44% , atingindo 7.147 pontos, acumulando no ano valorização de 3,36%. O FTSE MIB de Milão caiu 1,19% aos 21.834 pontos, enquanto o IBEX 35 caiu 1,51% aos 10.623 pontos. Já o SMI de Zurique teve uma queda mais branda, de 0,11% aos 6.357 pontos.

Crise na Europa
A crise da dívida soberana que atinge o continente europeu voltou a preocupar após o ministro das finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, afirmar em entrevista para o jornal Die Welt que a Grécia precisaria reestruturar em sua dívida. O principal índice acionário da bolsa grega, o AthexCompositeShare recuou 2,83%. 

A situação também não é favorável em Portugal, onde o PSI 20 caiu 1,59% e os yields da dívida com vencimento em dois anos alcançaram 9,31%. É válido lembrar de que a Finlândia pode recusar a ajudar financeiramente o país, uma vez que o ministro das finanças finlandês, Martti Salmi, acredita que Portugal deve entrar em “falência”. 

Já a Irlanda teve seu rating reafirmado em “BBB+” pela Fitch nesta sessão. Entretanto, a agência de classificação de risco manteve a nota do país em perspectiva negativa. 

Estados Unidos e China
Nos EUA, o Initial Claims, que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego reportados no país, registrou um total de 412 mil novos pedidos na semana até 9 de abril, frente às projeções de 385 mil solicitações. Ainda por lá, o indicador de preços ao produtor norte-americano registrou alta de 0,7% em março, abaixo das expectativas do mercado, de avanço de 1,1%. 

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De acordo com um canal de TV de Hong Kong, a Phoenix TV, a taxa de inflação ao consumidor na China teria atingido 5,3% em março, o que representa uma alta de 0,4 ponto percentual na passagem mensal e acima dos 5,2% esperados para o ano e fazendo com que cresçam os temores quanto a um aperto monetário maior na China. O indicador, assim como o PIB, será divulgado às 23h desta quinta-feira (horário de Brasília). 

Destaques corporativos
As ações dos principais bancos europeus caíram neste pregão, após uma comissão do senado norte-americano ter feito duras críticas contra algumas instituições financeiras, acusando-as de vender títulos hipotecários que elas próprias apostavam contra. Em Frankfurt, os papéis do Deutsche Bank – uma das instituições citadas pela comissão – registraram expressiva queda de 2,49%, enquanto os ativos do Commerzbank tiveram baixa de 1,89%.

Já em Londres, as ações do Barclays recuaram 2,28%, seguidas pelo Royal Bank of Scotland, que caiu 1,43%. HSBC (-1,25%) e Lloyds (-1,12%) também caíram. Em Paris, as ações do Crédit Agricole e do Natixis caíram 2,34% e 2,70%, respectivamente, enquanto as do Société Générale perderam 2,15%, e as do BNP Paribas recuaram 2,08%. 

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A maior queda da capital britânica, porém, foi da Reckitt Benckiser, cujos papéis registraram forte desvalorização de 7,46% após a notícia de que seu CEO vai deixar o cargo. Em Frankfurt, a maior queda foi da montadora de automóveis Daimler (-2,28%).

Confira o fechamento dos principais índices de ações na Europa:

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 DAX 30 -0,44 7.147 +7,50 +3,36 
 FTSE 100 -0,78 5.964 +4,71 +1,08 
 CAC 40 -0,89 3.970 +5,01 +4,35 
 SMI -0,11 6.357 +4,20 -1,23 
 IBEX 35 -1,51 10.623 +2,84 +7,75 
 FTSE MIB -1,19 21.834 +2,19 +8,23