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Com pressão do movimentado noticiário econômico externo, o Ibovespa encerrou esta semana com baixa acumulada de 2,96%, aos 66.684 pontos. O índice até chegou a se recuperar nesta sexta-feira (15), quando teve alta de 0,61%, impulsionado pelo ganho das ações da Petrobras, mas não evitou sua segunda semana consecutiva de perdas.
Por aqui, as ações da Lojas Renner lideraram com folga os ganhos do Ibovespa, amparadas pelo bom momento do setor. No período, as ações subiram 8,79% e encerraram esta sexta cotadas a R$ 57,20. Mesmo após surpreender em 2010, o setor continua subindo, e a expectativa do mercado é que a tendência se mantenha.
Por outro lado, as ações preferenciais da Usiminas fecharam esta semana como principal baixa dentre os papéis que compõem o Ibovespa, com desvalorização de 10,6%, cotadas a R$ 17,63. Desde o início do ano, os papéis acumulam perdas de 7,31%, pressionados por especulações sobre mudança de controle acionário.
Entre as ações mais líquidas do Ibovespa, o desempenho foi unânime. As ações ordinárias e preferenciais da Petrobras apresentaram quedas de 5,82% e 5,28% nesta semana. Já os papéis PNA e ON da Vale fecharam o período com desvalorizações de 2,46% e 2,33%, respectivamente.
China e Japão
A China voltou a preocupar ao longo desta semana, sobretudo nesta sexta-feira, quando foi divulgado um crescimento de 9,7% da atividade no primeiro trimestre comparativamente com o mesmo período do ano passado.
Todavia, é a inflação que preocupa no gigante asiático, onde o índice oficial de preços ao consumidor atingiu 5,4% em março, superando as projeções dos analistas (5,2%), o que faz com que cresçam as expectativas de um aperto monetário mais forte no país, podendo diminuir a demanda da economia chinesa.
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No início desta semana, também trouxe pressão a notícia de que o Japão voltou a registrar um tremor de 7,1 graus na escala Richter. Os mercados seguem atentos aos impactos na economia real japonesa – terceira maior do mundo – do desastre natural ocorrido há mais de um mês no país e que tem sido seguido de constantes tremores de terra.
Medidas cambiais e Selic
Nesta sexta-feira, repercutiu a declaração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmando que o governo brasileiro continuará a tomar medidas para controlar o dólar e evitar a perda de competitividade dos produtos manufaturados nacionais. Em entrevista à Bloomberg em Washington, o ministro afirmou que “a interpretação de que estamos preocupados com a inflação e não com o câmbio está errada. Estamos preocupados com ambos”.
Outro discruso importante na semana foi da presidente Dilma Rousseff. Durante visita oficial à China, Dilma afirmou que pretende derrubar juros ao longo de seu governo. Para ela, só assim o Brasil terá juros compatíveis com a média internacional. Ainda assim, a presidente se adianta: “Não vou derrubar depois de amanhã. Estou dizendo que é num horizonte de quatro anos”.
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Agenda interna
Sem muitas referências, a agenda doméstica trouxe como destaque a alta da inflação, que foi driver para o clima negativo na semana. Tanto o IPC-Fipe quanto o IGP-M apontaram avanços em relação às medições anteriores. Somado a isso, o relatório Focus mostrou elevação na projeção do IPCA para este mês e para 2011.
Por outro lado, nesta sexta-feira foi divulgado o IGP-10 que, apontando nova queda no ritmo inflacionário, registrou taxa de inflação de 0,56% em abril. Também na agenda interna, repercutiu nesta semana o resultado da balança comercial brasileira, que registrou superávit de US$ 809 milhões nas duas primeiras semanas de abril.
Já o indicador Serasa Experian de Atividade Econômica revelou avanço de 0,7% em fevereiro de 2011 frente ao mês imediatamente anterior, já descontadas as influências sazonais.
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Ainda por aqui, a CNI revisou alguns indicadores econômicos para este ano. As estimativas do crescimento do PIB e da produção industrial foram reduzidas, enquanto a projeção para a inflação foi elevada para 6%.
Orçamento dos EUA
A semana contou com um carregado noticiário sobre a maior economia do mundo. O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou na quarta-feira um plano para reduzir o déficit público em US$ 4 trilhões nos próximos 12 anos, dia em que o congresso norte-americano discutiu a aprovação do Orçamento de 2011.
Ainda por lá, o Livro Bege do Fed sinalizou que a economia dos Estados Unidos segue melhorando desde o início de março, embora alguns dos distritos tenham registrado um avanço moderado. Além disso, o relatório mostrou que as empresas tentam repassar os maiores custos aos consumidores, mas nem sempre com sucesso, e que o terremoto japonês impactou a economia do país mais fortemente do que o esperado.
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Agenda dos EUA
Entre os indicadores norte-americanos, a variação dos preços ao consumidor no último mês ficou estável em relação à medição anterior e em linha com as previsões de analistas. Por outro lado, o PPI, que denota o comportamento de preços para o produtor, indicou desaceleração na comparação entre fevereiro e março, vindo também abaixo das expectativas do mercado.
No setor industrial, a produção em março superou as estimativas do mercado. O Empire State Index, que por meio de uma pontuação denota a atividade indutrial apenas no estado de Nova York, também veio melhor que as expectativas em abril.
Por sua vez, a confiança do consumidor norte-americano medida pela Universidade de Michigan apontou resultado superior às expectativas do mercado. Enquanto isso, o volume de pedidos de auxílio desemprego atingiu 412 mil na última semana, decepcionando os analistas.
O mercado avaliou ainda a alta de 0,4% no volume das vendas ao mercado varejista norte-americano durante o mês de março, que ficou abaixo das expectativas. Já o indicador que mede o volume de estoques nos EUA também marcou uma alta inferior ao que se esperava.
Ainda na cena norte-americana, o déficit na balança comercial recuou no mês de fevereiro em relação a janeiro, mas ficou acima do teto estimado por analistas. Além disso, o orçamento do governo norte-americano registrou déficit de US$ 188,153 bilhões em março – o trigésimo mês consecutivo de saldo negativo.
Câmbio e Renda Fixa
A moeda norte-americana fechou cotada na venda a R$ 1,578, leve valorização de 0,25% na passagem semanal.
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, que fechou com em alta no curto prazo e baixa no longo, o contrato com vencimento em julho de 2011, o qual apresentou maior liquidez, encerrou apontando taxa de 12,02%, alta de 0,04 ponto percentual em relação a semana anterior.
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 134,67% de seu valor de face, alta de 0,09% na semana.
Já o indicador de risco-País fechou a sexta-feira em 170 pontos-base, alta de oito pontos na variação semanal.