Ameaça ao rating dos EUA traz temor de calote e leva CDS a subir 18,63%

Após agência de risco colocar rating soberano do país em perspectiva negativa, a opção de hedge ficou mais "arriscada"

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SÃO PAULO – Apesar da aura de “intocável”, o rating soberano dos Estados Unidos foi colocado em perspectiva negativa pela agência de classificação de risco Standard & Poors nesta segunda-feira (18). Não à toa, a notícia mexeu com os mercados, levando o CDS (Credit Default Swap) do país a liderar as altas no risco de calote desta sessão.

Mesmo tendo seus títulos públicos considerados como “livres de risco”, os CDS dos EUA apresentam variação positiva de 18,63%, chegando a 49,17 pontos, segundo dados da CMA Vision. A despeito dessa alta, eles ainda representam um valor absoluto pequeno quando comparados com os de outros países.

Os europeus, por exemplo, sofrendo com a crise fiscal, acumulam altas mais expressivas. É o caso da Grécia, cujo CDS lidera a lista dos “mais arriscados” com 1335,05 pontos, uma valorização de 9,28% frente ao último fechamento. A Irlanda também é considerada mais arriscada, uma vez que seu CDS está em 618,37 pontos, com alta de 6,64% em relação ao último fechamento.

O que é um CDS?
O CDS funciona como um instrumento financeiro negociado para fazer hedge quando o investidor acredita que uma empresa ou país não será capaz de honrar com suas dívidas. Ao comprar um CDS, o investidor que deseja se “proteger” de um eventual calote tem garantido o pagamento do crédito, mediante o pagamento de um spread.

Quanto maior for a chance de não cumprimento da dívida, maior será o prêmio de risco exigido para esse tipo de investimento.