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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou esta segunda-feira (18) em alta de sete pontos-base, aos 177 pontos, frente ao clima pessimista advindo do noticiário externo com o anúncio de que a agência de classificação de risco S&P colocou o rating da dívida soberana norte-americana em perspectiva negativa.
Nesta sessão, a S&P colocou o rating da dívida soberana norte-americana em perspectiva negativa, apesar de ter reafirmado a nota para a dívida sobera do país em AAA, mais alta na escala da agência, devido à “economia flexível a altamente diversificada do país”.
O rating reflete ainda as vantagens da posição preeminente do dólar perante outras divisas e um histórico forte de política monetária prudente e com credibilidade. Por enquanto, avaliou Nikola Swann, analista de crédito da S&P, essas qualidades ainda pesam mais que os significativos riscos fiscais que o país enfrenta, mas podem não completamente ofuscar os riscos de crédito nos próximos dois anos.
China: elevação do compulsório
Já na segunda maior economia mundial, a China, destaque para a elevação do compulsório, realizada no final de semana. O compulsório foi aumentado em 50 pontos-base, para 20,5%, o que já era esperado pelo mercado, uma vez que a atividade no país e a inflação superaram as expectativas na última semana.
Questão fiscal na Zona do Euro
Além disso, o mercado voltou a especular sobre a reestruturação da dívida pública na Grécia, apesar da negativa do ministro de Finanças George Papaconstantinou. Soma-se ao conturbado cenário o resultado das eleições parlamentares na Finlândia, com a expressiva votação do partido True Finns – opositor a programas de ajuda financeira aos países em crise -, o que eleva as incertezas sobre a aprovação da participação do país em um programa de ajuda a Portugal.
Inflação segue em ritmo mais fraco
No plano interno, o relatório Focus trouxe mais uma vez elevação na mediana das estimativas para o IPCA tanto deste mês como do acumulado do ano. Assim, a projeção do mercado, agora a 6,29% em 2011, cada vez mais se aproxima do teto da meta do governo.
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A agenda interna também contou com a divulgação do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), indicador que quebrou uma sequência de cinco avanços seguidos na inflação medida.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou na noite dessa segunda-feira em alta de 0,12% cotado a 134,83 centavos de dólar.
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 177 pontos-base.
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O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.